Polícia isenta pais por morte de criança em piscina de pousada na Grande BH
Pais do menino não serão indiciados por delegado porque não há indícios de crime
Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (4) o inquérito que investigava a morte de Carlos Ferreira Ravick Santos, de 4 anos. A criança morreu afogada no dia 12 de junho na piscina de uma pousada onde os pais trabalhavam no município de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.
Em Contagem, pais de criança que morreu afogada são indiciados por homicídio
Diretoria de clube onde menina morreu afogada em BH é indiciada
Segundo o titular da 3ª Delegacia de Nova Lima, delegado Osvaldo Wiermann Júnior, os laudos periciais ficaram prontos na última sexta-feira (1º) e confirmaram que o afogamento provocou a morte.
— Os laudos não apontam nenhum detalhe que nos leve a desconfiar de outro crime.
Ainda conforme o delegado, o inquérito deve ser relatado à Justiça ainda esta semana e ninguém será indiciado.
— Vou deixar por conta da Justiça, que também não deve indiciar ninguém. Em alguns casos, o juiz entende que os pais já foram severamente punidos com a perda do filho. A meu ver, não dá pra indiciá-los.
Em relato à polícia na época do fato, familiares disseram que o menino teria tropeçado em uma mangueira e caído dentro da piscina da pousada porque não enxerga bem. Ele chegou a ser atendido pelo Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu.
No dia do acidente, não havia nenhum hóspede no estabelecimento, apenas alguns amigos da família que estavam no local para ver o jogo de estreia do Brasil na Copa. O corpo da criança foi encontrado pela mãe.















