Polícia prende funcionários de mineradora suspeitos de corrupção
Três funcionários são suspeitos de vender terrenos da empresa sem autorização, além de cobrar valores indevidos em contratos gratuitos
Minas Gerais|Célio Ribeiro*, do R7

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu três funcionários da mineradora Morro Velho, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles são suspeitos de vender imóveis da empresa sem que a mineradora soubesse.
De acordo com a corporação, as investigações começaram após a AngloGold Ashanti, que administra a mineradora, fazer a denúncia. Inicialmente, os policiais investigavam o crime de estelionato, mas, durante o inquérito, foram identificados outros delitos, como lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, associação criminosa e falsidade ideológica.
Segundo o delegado Marlon Pacheco, os funcionários vendiam lotes em áreas urbanas e rurais que eram da empresa sem autorização e conhecimento da mineradora.
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Além disso, eles são suspeitos de cobrar valores indevidos por contratos que a mineradora assinava de forma gratuita. A empresa tem o costume de conceder o uso dos terrenos de forma gratuita em troca da manutenção e segurança do terreno. Aproveitando do cargo que ocupavam, os funcionários chegavam a cobrar R$ 25 mil pelo uso dos lotes.
O chefe do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes, delegado Agnelo de Abreu Baeta, acredita que, durante os próximos desdobramentos, a operação poderá atingir pessoas importantes da cidade de Nova Lima.
— Essa investigação provavelmente vai chegar em algum parlamentar de Nova Lima e também proprietários de cartórios que podem estar envolvidos nestes crimes.
Em nota, a AngloGold Ashanti confirmou que as denúncias sobre possíveis fraudes partiram da própria empresa. A mineradora informou que está colaborando com as investigações.
*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli














