Ano letivo pode avançar até fevereiro de 2027 em escolas municipais de BH após greve dos professores
Prefeitura altera calendário escolar para garantir reposição das aulas perdidas durante paralisação que durou 45 dias
Minas Gerais|Raquel Penaforte, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os alunos da rede municipal de Belo Horizonte poderão ter o ano letivo estendido até fevereiro de 2027. A medida foi publicada pela Prefeitura no Diário Oficial do Município (DOM) na manhã desta sexta-feira (18/6) e faz parte de uma série de alterações no calendário escolar para garantir a reposição das aulas perdidas durante a greve dos professores, encerrada no último dia 11 de junho após 45 dias de paralisação.
A nova portaria da Secretaria Municipal de Educação modifica os períodos de recesso escolar, redefine as férias coletivas dos professores e determina que datas antes reservadas para Assembleias Escolares sejam transformadas em dias letivos. Segundo o texto, as assembleias ordinárias programadas para o restante do ano deverão ocorrer em formato extraordinário, permitindo que os dias originalmente destinados aos encontros sejam utilizados para reposição das atividades interrompidas pelas greves e paralisações registradas em 2026.
Outra mudança prevê que as escolas que não conseguirem cumprir o mínimo de dias letivos e a carga horária obrigatória até 18 de dezembro deste ano poderão estender o calendário até, no máximo, 28 de fevereiro de 2027. Nesse caso, deverá ser respeitado o período de férias regulamentares dos professores, entre 4 de janeiro e 5 de fevereiro.
Entre as alterações anunciadas pela Prefeitura estão os novos recessos escolares, que passam a ocorrer entre 16 e 18 de fevereiro, de 16 a 30 de julho, de 13 a 17 de outubro e de 21 a 23 de dezembro. Já as férias coletivas dos professores municipais e da educação infantil ficam definidas entre 2 e 31 de janeiro, além dos dias 28 a 31 de dezembro.
Durante a paralisação, os professores reivindicaram o reajuste de 5,4% previsto na política do Piso de 20 horas, além de denunciar problemas de infraestrutura e falta de materiais didáticos nas escolas. O movimento terminou após acordo que garantiu reajuste salarial de 4,11% e outras medidas, como a contratação de professores concursados.
A greve também gerou impactos para famílias e estudantes. Durante o período de paralisação, a Defensoria Pública ajuizou uma ação civil pública apontando prejuízos pedagógicos, especialmente para alunos com deficiência, além da interrupção da alimentação escolar. Agora, com a alteração do calendário, a Prefeitura busca assegurar o cumprimento da carga horária mínima exigida por lei e minimizar os efeitos da suspensão das aulas ao longo do ano.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp















