Operação contra abate irregular resgata quase 200 suínos e leva à prisão de dois suspeitos em MG
Ação reuniu forças de segurança para combater abate ilegal e interditar açougues em Minas Gerais
Minas Gerais|Lucas Leal, da RECORD Minas*
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Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para combater o abate irregular de animais e a venda de produtos de origem animal inadequadas para consumo resultou na prisão de dois suspeitos, no resgate de 195 suínos e na interdição de oito locais investigados. A ação foi realizada na última quarta-feira (17) em Entre Rios de Minas e São Brás do Suaçuí, na região do Campo das Vertentes, a aproximadamente 100 km de Belo Horizonte.
A força-tarefa reuniu policiais civis de outras cidades da região, além de peritos, médicos-veterinários, equipes do Batalhão de Polícia Militar de Meio Ambiente (BPMA) e Vigilâncias Sanitárias municipais. A ação teve como objetivo cumprir determinações judiciais relacionadas a estabelecimentos suspeitos de atuar de forma irregular.
Na ocasião, os agentes encontraram um imóvel utilizado para o abate clandestino de animais. No local, foram identificados 195 suínos mantidos em situação de maus-tratos. Por decisão judicial, os animais foram retirados da propriedade e encaminhados para os cuidados do município de São Brás do Suaçuí. Conforme a determinação, eles não poderão ser abatidos.
Também foram recolhidos equipamentos utilizados na prática ilegal. A perícia da Polícia Civil constatou ainda elementos que podem indicar a prática de crime ambiental, especialmente relacionados à contaminação do ambiente. O proprietário do imóvel não foi localizado e será alvo de investigação.
Já na área urbana de Entre Rios de Minas, três açougues tiveram as atividades suspensas. Em um deles, os fiscais encontraram grande volume de carnes armazenadas de forma inadequada e sem condições de serem comercializadas ou consumidas e os produtos foram descartados pela Vigilância Sanitária.
Uma mulher e um homem foram presos em flagrante por infrações ligadas às relações de consumo. Após os procedimentos realizados pela Polícia Civil, os dois foram encaminhados ao sistema prisional e seguem à disposição da Justiça.
Segundo a corporação, as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance das irregularidades verificadas durante a operação, incluindo possíveis responsabilidades nas áreas criminal, ambiental e sanitária.
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