Logo R7.com
RecordPlus

De ‘amigos de infância’ a suspeitos: o que se sabe sobre o estupro coletivo de adolescente

Jovem de 17 anos relata ter sido dopada e agredida por amigos dentro da própria casa na Grande BH; polícia apura denúncia

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Crime de estupro coletivo ocorreu durante um churrasco em Contagem, envolvendo amigos de longa data da vítima.
  • Vítima relatou ter sido dopada, sofrido agressões físicas e ameaças de morte após o ocorrido.
  • Família da vítima enfrenta coação dos familiares dos suspeitos para não registrar a ocorrência.
  • Investigação policial analisa mensagens de texto e vídeos, enquanto defesa dos acusados tenta desqualificar depoimento da vítima.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após o ocorrido, a vítima foi alvo de ameaças de morte Reprodução/RECORD Minas

A investigação de um estupro coletivo ocorrido em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, trouxe à tona relatos de traição de confiança, violência física e tentativas de coação. O crime teria acontecido durante um churrasco na casa da vítima, uma adolescente de 17 anos, na última sexta-feira (12).

Mãe e filha conversaram com a RECORD Minas sobre o caso. Veja os principais pontos do que se sabe sobre o caso até o momento:


O crime

O crime ocorreu enquanto a mãe da jovem estava em um compromisso religioso. A adolescente relatou que o grupo era formado por quatro jovens que eram amigos de longa data, sendo que um deles era considerado seu melhor amigo desde os seis anos de idade.

A vítima afirma que consumia apenas cerveja e cantava karaokê quando teve um lapso repentino de memória. “Como se tivesse piscado o olho e já tivesse acordado sem as minhas roupas com duas pessoas em cima de mim”, conta.


A principal suspeita da investigação é de que ela tenha sido dopada com alguma substância entorpecente.

Marcas de violência e ameaças

Além do abuso sexual, exames clínicos e relatos apontam que a vítima sofreu agressões físicas, apresentando hematomas e marcas de mordidas pelo corpo. Segundo a mãe da vítima, os próprios agressores teriam confessado a terceiros que dois deles bateram na jovem durante o ato.


Após o ocorrido, a vítima foi alvo de ameaças de morte. Um dos envolvidos teria afirmado que, caso ela denunciasse o caso, tanto ela quanto sua mãe seriam assassinadas. “Ela falou que tava sendo ameaçada por um deles, que se ela falasse o que havia acontecido com ela, tanto eu quanto ela iria morrer”, contou a mãe.

Por conta do medo, o caso só chegou ao conhecimento da família na noite de sábado (13), após a jovem buscar ajuda com uma líder religiosa da comunidade.


Tentativas de intimidação

A família denuncia que está sendo alvo de coação por parte dos familiares dos envolvidos. Segundo os relatos, as mães dos suspeitos chegaram a ir à porta do hospital para tentar convencer a vítima e sua mãe a não registrarem a ocorrência.

Atualmente, a defesa dos acusados, todos também de 17 anos, tenta desqualificar o depoimento da adolescente. As alegações variam entre afirmar que a jovem teria solicitado as relações ou que ela sequer estaria em casa no momento, apesar de existirem vídeos que comprovam a realização do churrasco no local e horário citados.

Investigação

O caso segue sob investigação sigilosa pela Delegacia de Plantão de Contagem, por envolver menores de idade. A polícia analisa mensagens de texto onde, segundo a vítima, três dos quatro adolescentes teriam pedido desculpas e chegado a assumir o crime antes de iniciarem as ameaças.

A família da vítima manifestou temor de que um dos envolvidos fuja para o exterior, uma vez que haveria informações sobre passagens internacionais já compradas.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.