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Policial que teria agredido mãe e filha na Estação José Cândido é indiciado

O cabo da PM vai responder por lesão corporal

Minas Gerais|Do R7 MG

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Mãe foi atingida com um rádio na testa e filha rendida sobre o capô
Mãe foi atingida com um rádio na testa e filha rendida sobre o capô

Os trabalhos da Corregedoria da Polícia Militar sobre o cabo da PM acusado de agredir uma mãe e uma filha no dia 17 de março deste ano foram concluídos nessa quinta-feira (1).

O policial militar foi indiciado por lesão corporal leve e lesão corporal levíssima. Segundo a Polícia Militar, as investigações apontaram que o procedimento adotado por Divino do Nascimento Júnior "não constituiu ação policial legítima".


O cabo da PM foi filmado fazendo uma abordagem agressiva às duas mulheres, que entraram com o carro em uma contra-mão, próximas à Estação José Cândido, na região leste de BH.

De acordo com a corregedoria, os ferimentos causados na cabeça e nos braços de Mardelle Souza Cruz Salomão, de 55 anos, demonstram a desproporcionalidade da ação do policial.


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Já os ferimentos na filha de Mardelle, a estudante Caroline Salomão, de 22 anos, seriam condizentes com as "técnicas de abordagem e algemamento, diante de resistência do indivíduo".


A Polícia Militar informou que o caso foi encaminhado para a Justiça e será julgado.

O caso


Na época da abordagem, a estudante Caroline Salomão usou as redes sociais para divulgar sua versão dos fatos. A ocorrência chamou a atenção da população de Belo Horizonte principalmente pelo número de policiais militares mobilizados, que compareceram ao local em cerca de dez viaturas.

“Ele simplesmente continuou me ignorando, andando em volta do carro, mesmo quando eu pedia pra ele me explicar por favor o que estava acontecendo e como ele iria proceder, se ele iria rebocar meu carro, já que precisaria pedir que alguém nos buscasse. De súbito ele entrou dentro do carro e retirou as chaves do veículo”.

A empresária estranhou a atitude, o que, segundo ela, foi encarado como “resistência”. O policial teria dado um chute em Caroline antes de algemar a mulher. Ele ainda teria agredido a mãe dela, que precisou ser levada para o hospital e levou oito pontos na testa.

“O vídeo mostra momentos seguintes à agressão, enquanto eu estava algemada, meus pertences, celular e documentos pelo chão e não permitiam pedir ajuda para ninguém nem socorrer minha mãe que sangrava na calçada”.

Segundo Caroline, foram 15 horas na delegacia “sendo tratadas como marginais, sem dormir, sem alimento, sem agasalho, com dores, inchaços e hematomas. Somente as 14 h do dia seguinte, este pesadelo acabou”.

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