Minas Gerais Preço da carne aumenta e variação chega a 169% em açougues de BH

Preço da carne aumenta e variação chega a 169% em açougues de BH

Clima frio e exportações para a China fizeram o preço disparar nas últimas semanas; diferença no quilo de contrafilé na Grande BH pode chegar a 169%

  • Minas Gerais | Célio Ribeiro*, do R7, e Mayara Folco, da Record TV Minas

Asa de frango teve alta de 21%, chegando a R$ 17,03

Asa de frango teve alta de 21%, chegando a R$ 17,03

Record TV Minas

O aumento no preço das carnes têm pesado bastante no bolso da população e há duas justificativas para isso: a queda nas temperaturas e o aumento das exportações brasileiras para a China.

De acordo com um levantamento feito pelo site Mercado Mineiro em 36 açougues da região metropolitana de BH, a maioria das carnes tiveram alta no preço médio, principalmente os cortes bovinos e suínos.

Veja: Homem é preso suspeito de vender carne de porco roubada em MG

Apesar de não ter subido muito no preço geral, a maior alta foi registrada em um corte de ave. O quilo da asa de frango resfriada passou de R$ 14,00 para R$ 17,03, um aumento de 21%. Já o frango resfriado teve uma alta de 1,17%, passando de R$ 7,42 para R$ 7,51.

A carne suína também também sofreu com o clima frio e a grande procura do mercado chinês. O preço do quilo médio da pazinha teve um aumento de 16,66%, passando de R$ 12,60 para R$ 14,70.

A pesquisa também mostrou que um mesmo corte de carne pode ter uma oscilação de preço bastante considerável na mesma região. O contrafilé pode ser encontrado na Grande BH com preços indo de R$ 25,98 até R$ 69,95, uma variação de 169%.

Veja: Suspeito de usar coronavoucher para fazer churrasco é preso em MG

​Pesquisa

Nesses casos, a principal solução para o consumidor é pesquisar antes de comprar. O diretor do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, disse que ter a informação antes de comprar pode ajudar a população a evitar gastos nesse momento de estagnação da economia.

— É muito importante o consumidor comprar sim, mas somente o necessário. A gente espera que a China diminua o seu consumo de carne brasileira e que, a longo prazo, volte a sobrar mais produtos para o mercado interno.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli

Últimas