Prefeito é afastado por comprar filé e servir moela na merenda escolar
MPF aponta compras em quantidades absurdas que nunca foram entregues
Minas Gerais|Do R7

O prefeito de Patrocínio do Muriaé, na Zona da Mata mineira, Pablo Emilio Campos Corrêa (PPS), foi afastado do cargo por 180 dias por suspeita de superfaturamento na compra de merenda escolar.
Ele deixou a prefeitura na sexta-feira (8) e se reúne nesta terça-feira (12) com o procurador Lucas Gualtieri, do Ministério Público Federal, para dar explicações.
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Documentos apontam que a prefeitura pagou por carnes como alcatra, contrafilé e chã de dentro e servia músculo, coxa e moela de frango aos 464 alunos das três escolas da rede pública. Também há registro de compras exageradas para um único mês. Só em abril, a prefeitura comprou 60 kg de sal, 100 kg de batata, 150kg de feijão, 375 kg de arroz e 32,5kg de canjica.
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Em março e abril de 2013, por exemplo, houve o pagamento de 30kg de cenoura, mas somente 11 kg foram entregues, entre outras irregularidades.
A denúncia foi feita pela ex-secretária de educação de Patrocínio do Muriaé, que percebeu as irregularidades durante a prestação de contas. O prefeito foi afastado por supostamente tentar atrapalhar as investigações ameaçando testemunhas e adulterando documentos.
Segundo o procurador da República Lucas de Morais Gualtieri, o prefeito Pablo Emílio utilizava recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para comprar alimentos nunca entregues ou faturados a preços “absurdamente superiores”.
O prefeito que assumiu o cargo, Geraldo Neim Caetano, não foi encontrado pela reportagem. Segundo funcionários, os secretários que poderiam se pronunciar sobre o assunto não estariam na cidade. O prefeito afastado também não foi localizado.















