Prefeitura de BH cobra até R$ 3.000 para liberar parques para fotógrafos
Novas tarifas causaram revoltas entre os profissionais da capital mineira
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Um decreto da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) definiu tarifas para que fotógrafos profissionais façam ensaios fotográficos em espaços públicos administrados pela Fundação Zoobotânica da capital.
Conforme a tabela de preços, uma diária para gravações e fotografias no Jardim Zoológico ou no Borboletário, por exemplo, custa R$ 1.750 e a diária é de R$ 230. No Jardim Japonês, o valor chega a R$ 2.450 por dia. Se for meio período, o valor cai pela metade e a hora custa R$ 310.
Mas, o valor mais elevado está sendo cobrado no Parque Ecológico da Pampulha, onde a hora custa R$ 420. Já o custo para o agendamento diário é de R$ 3.000.
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A partir da nova regra, alguns clientes de fotógrafos da capital já chegaram a cancelar as sessões de fotos marcadas. Segundo Wallace Resende, pelo menos cinco clientes já desmarcaram.
— Está muito fora da nossa realidade.
Já o fotógrafo Claudinei Campelo pensa até mesmo em mudar de área. Ele acredita que a cobrança de uma taxa simbólica para a manutenção desses espaços é aceitável. Entretanto, os valores impostos pela Prefeitura tornam o exercício da profissão dos fotógrafos impraticável.
— Isso faz a gente repensar porque a gente fica muito decepcionado com nossos governantes porque, ao invés de incentivar o mercado de trabalho, a cada dia que passa a gente só vê a situação fechando mais.
A reportagem da Record Minas questionou a Fundação Zoo-Botânica sobre a legalidade da medida, mas não obteve resposta.















