Presidente do CRM de Minas Gerais renuncia ao cargo
Decisão foi tomada após ordem da Justiça que obrigava o órgão a emitir registros a estrangeiros
Minas Gerais|Do R7

Após se envolver em uma série de polêmicas, o presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina) de Minas Gerais, João Batista Gomes Soares, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (30).
A decisão foi anunciada após determinação da Justiça Federal da última sexta-feira, que obrigava o órgão a emitir “imediatamente” os registros de médicos estrangeiros que pretendem atuar no Estado. Caso a ordem fosse descumprida, uma multa de R$ 10.000 por dia seria aplicada.
CRM de Minas não emitiu nenhum registro para médicos estrangeiros
Por meio de nota, o presidente afirmou que se sente "afrontado em seus princípios morais e éticos".
— Não posso descumprir decisão judicial, por isso renuncio ao meu cargo de presidente do CRMMG ao qual procurei sempre honrar.
O Conselho informou que a nova diretoria irá tomar posse na noite desta terça-feira (1º). Até agora, nenhum registro foi emitido em Minas Gerais.
Polêmicas
O presidente do CRM mineiro se mostrou contrário ao programa Mais Médicos e declarou que não iria emitir os registros dos profissionais estrangeiros.
Segundo Soares, alguns documentos dos participantes, como endereço e nome do supervisor, não haviam sido apresentados. As informações cobradas por ele não estavam entre as consideradas obrigatórias pela MP 621/2013, que institui o programa.
Ele já havia se envolvido em outra polêmica ao orientar os profissionais brasileiros a não socorrerem os colegas estrangeiros do Mais Médicos que porventura cometam erros durante atendimento.
O profissional prometeu chamar a polícia para estrangeiros que trabalharem sem o registro emitido pela entidade. Sobretudo cubanos, que são maioria entre os selecionados pelo programa do Governo Federal. De acordo com a medida provisória que cria o Mais Médicos, a prova de revalidação não é necessária para a adesão ao programa.
— Não podemos ficar pegando na mão da pessoa e não vamos ficar ensinando o sujeito. O paciente é nossa obrigação e não temos direito humano, ético e legal de negar atendimento, mas socorrer o médico, não.















