Professoras "fogem" de audiência judicial usando atestados falsos
Médico que teria assinado os documentos falsos estava de férias no período
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Duas professoras de Vespasiano, município da região metropolitana de Belo Horizonte, utilizaram atestados falsos como justificativa do não comparecimento em uma audência pública. As mulheres foram intimadas a serem testemunhas de defesa da professora Sônia Aparecida Vieira, que está processando uma colega de trabalho por calúnia. Uma delas está grávida e alegou que foi ao médico em companhia da outra professora, mas Sônia não acreditou nessa versão.
— As duas estavam trabalhando no dia, nesse mesmo horário.
Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7
Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play
Para justificar a ausência, as testemunhas tiveram que apresentar à justiça os atestados de comparecimento da consulta. O advogado da professora que moveu a ação desconfiou dos documentos.
— O meu advogado desconfiou do fato delas estarem no trabalho e no hospital ao mesmo tempo. Ele procurou o posto de saúde e o gerente da unidade emitiu uma nota informando que o médido estava de férias no período em que os atestados foram emitidos.
O médido que suspostamente teria assinado os atestados também se surpreendeu com a farsa e fez uma declaração à justiça afirmando a ilegalidade dos documentos. A Prefeitura Municipal de Vespasiano também emitiu um ofício confirmando que o funcionário estava de férias no período.
Diante das provas, o Ministério Público condenou as mulheres por uso de documentos falsos. Um acordo foi feito e cada uma teve que pagar R$ 500 de multa. A atitude das professoras causou indignação em Sônia.
— Nós que trabalhamos em uma instituição educadora temos que ser as primeiras a ter ética e moral. Elas são pessoas que se dizem formadoras de opinião, mas como vão fazer isso tendo esse tipo de atitude?















