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Professores mantém greve nas redes públicas de BH e Minas

Paralisação dos servidores municipais e estaduais de educação continua e não tem data para terminar; categorias pedem reajuste salarial

Minas Gerais|Luíza Lanza*, do R7

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Professores da rede estadual decidiram continuar o movimento grevista
Professores da rede estadual decidiram continuar o movimento grevista

Mesmo com uma liminar do Tribunal de Justiça que determinou o fim da greve da categoria, professores da rede municipal de educação decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. 

A decisão da Justiça prevê multa diária de R$1.000 para cada novo dia de paro. A Prefeitura de Belo Horizonte considera que a greve é “ilegal, abusiva e quebra acordo assinado em novembro de 2019 pelos representantes do próprio sindicato e do governo”. 


O Sind/REDE-BH (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte), que representa a categoria, reivindica a recomposição do piso salarial em 12,82%.

Além disso, a categoria exige a implementação das sete horas de planejamento, reorganização da perícia médica, fim da terceirização e a descentralização dos recursos de manutenção das escolas.


A greve está mantida até a próxima segunda-feira (9), quando uma nova assembleia será realizada.

Greve estadual


Além da rede municipal, a estadual também está em greve e decidiu manter a paralisação. Em assembleia, o Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) também decidiu nesta quinta-feira (5) manter a paralisação da rede estadual de educação.

Segundo o sindicato, a adesão de professores, em escolas total ou parcialmente paralisadas, chega a 70%.


A categoria pede reajuste salarial, fim do parcelamento dos salários e quitação do 13º salário de 2019. A situação se agravou depois que o Governo de Minas enviou um projeto de lei para reajuste de salário somente das forças de segurança do Estado.

Leia mais: Zema diz que lamenta greve de professores e pede "sacrifício"

O governo de Minas garantiu que a resposta à pauta de reivindicações será apresentada no dia 17/3/2020, data limite para a sanção do Projeto de Lei (PL) 1.451/2020 e da Emenda 2/2020, que garantem o Piso da Educação e isonomia salarial a todo funcionalismo.

*estagiária do R7 sob supervisão de Lucas Pavanelli

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