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Projeto para construção de prédios prevê corte de quase 500 árvores em área verde de BH

Ambientalistas e moradores do bairro Jardim América, na região oeste da cidade, questionam plano e fazem abaixo-assinado

Minas Gerais|Priscilla de Paula, da Record TV Minas

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Projeto quer deixar árvores apenas no terreno menor, do outro lado da rua
Projeto quer deixar árvores apenas no terreno menor, do outro lado da rua

O projeto de construção de prédios em uma área de mata, no bairro Jardim América, na região oeste de Belo Horizonte, preocupa ambientalistas e moradores. O local é um dos últimos espaços verdes da cidade e abriga várias espécies da fauna e da flora da cidade. O empreendimento prevê o corte de quase 500 árvores.

A área que ocupa um quarteirão inteiro e tem cerca de 20 mil metros quadrados, o que equivale a dois campos de futebol, está sendo ameaçada mesmo sendo considerada de máximo grau de proteção ambiental pelo plano diretor da capital mineira.


O terreno foi licenciado por uma construtora em 2020 e a empresa deve começar os desmatamento em breve. O engenheiro ambiental Felipe Gomes é um dos críticos ao projeto.

"Nos vivemos um cenário de crise climática onde os fenômenos climáticos extremos estão só se intensificando, com volta de enchentes, calor e tudo mais. Se você sobe e olha isso aqui com imagens de satélite, você vê que só tem concreto", comenta.


"Estamos pegando essa última área verde que é refúgio de diversos animais, como aves, mamíferos, inclusive árvores que só foram vistas em Belo Horizonte, e você vai desmatar esse terreno que só tem árvores de grande porte como Ipê e árvores ameaçadas de extinção como Cedro e Jacarandá", completou o ambientalista.

O movimento “SOS Mata do Jardim América” foi criado para tentar preservar a área, reunindo mais de 50 associações, além de parlamentares, advogados, arquitetos, urbanistas, ativistas e moradores da região. O grupo protocolou no Ministério Público um pedido de anulação da licença que permite a construção dos prédios no terreno.


Preocupado com a situação, o ambientalista Antônio Lages criou um abaixo-assinado na internet, lançado no fim de dezembro. “Para que não corte as árvores, queremos que torne um parque ecológico, uma área de convivência, para visitação das escolas, fazer caminhada ecológica, academia do povo, qualidade de vida, moradia dos animais que estão muito ameaçados" disse o especialista que também destacou a necessidade de permeabilidade do solo para se evitar enchentes.

Os moradores também questionam que os responsáveis pelo projeto reservaram uma área do outro lado da rua para criar um espaço de preservação ambiental onde, segundo eles, quase não existem árvores.


“Ninguém aqui é contra o empreendimento. Somos contra o empreendimento que foi aprovado. Por que não alterar o projeto? Colocar os prédios na área já desmatada e transformar em parque a área preservada”, defendeu Felipe Gomes.

Os ambientalistas ainda afirmam que o desmatamento na mata do Jardim América também pode provocar a contaminação do lençol freático na região, que tem mais de 140 mil habitantes.

A aposentada Inês Cruz é moradora da região, caminha todos os dias por lá. Ela lamenta o risco do desmatamento. “Eu acho muito ruim se desmatarem isso aqui, porque hoje em dia a gente precisa muito do verde, da natureza, do ar. Eu gosto de caminhar aqui porque você sente o frescor. A rua que não tem árvores é uma rua vazia, não tem vida”, defende.

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que a licença só foi aprovada depois de modificações, quando foi feito um acordo com a Associação de Moradores e o Ministério Público. O município ainda garantiu que as árvores que forem cortadas serão compensadas conforme prevê a legislação.

Os defensores da mata planejam uma manifestação no local, neste domingo (22), às 9h.

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