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Publicitário mineiro cria projeto para retomar troca de cartas em Belo Horizonte

Iniciativa surgiu após o idealizador receber uma carta de uma amiga

Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

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Ramon Brant criou o "Chá com Cartas" e, de bicicleta, entrega mensagens escritas pelos belo-horizontinos a amigos e parentes
Ramon Brant criou o "Chá com Cartas" e, de bicicleta, entrega mensagens escritas pelos belo-horizontinos a amigos e parentes

Na era das mensagens instantâneas, um ator e publicitário mineiro criou um projeto que pode ser considerado por alguns como inusitado. A ideia é retomar o antigo hábito de escrever e postar cartas às pessoas amadas.

Segundo Ramon Brant, a iniciativa surgiu há três anos, ainda durante a faculdade, e se transformou no projeto "Chá com Cartas". E, a cada dia, mais e mais pessoas tem procurado o publicitário para enviar uma carta. 


Ele conta que se inspirou quando recebeu um carta de uma amiga que não via há muito tempo e que continha uma única frase. "A saudade é o amor que fica". A partir daí, decidiu retomar o costume de enviar cartas às pessoas.

— Isso mexeu muito comigo e eu passei a escrever cartas para amigos e parentes.


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Algum tempo depois surgiu a ideia de transformar essa experiência de trocas de cartas em um projeto e hoje Brant, juntamente com a designer de moda e artista Bárbara Toffanetto, escreve e envia gratuitamente cartas para todo o Brasil.

— A gente sai na rua com uma bicicleta da década de 40 e com roupa de carteiro antigo distribuindo cartas e fazendo intervenções pela cidade.


Entre as intervenções está a distribuição de cartas anônimas, que são deixadas em diferentes espaços da cidade e que podem ser lidas por qualquer pessoa. Outra ação realizada pela dupla é o convite às pessoas a escreverem uma mensagem a alguém especial, esta chamada de "plantação".

— Essa tem duração de três dias e funciona da seguinte forma: a gente sai para algum bairro, deixa envelopes com instruções para que a pessoa escreva uma carta a algum amigo, amor ou parente que no dia seguinte a gente recolhe. E, no terceiro dia, entregamos a carta pessoalmente ao destinatário. 

No caso de o endereço ser em outra cidade ou Estado, Brant explica que há duas formas de entregar: ou ela é postada no Correio ou a carta é deixada com algum amigo que vá até o destino e essa pessoa entrega o envelope no endereço.

Além disso, o "Chá com Cartas" também recebe pedidos pelas redes sociais, de pessoas que querem remeter uma carta a alguém. Neste caso, a pessoa envia a mensagem ao publicitário para que ele redija manualmente e entregue, ou ele mesmo ajuda o remetente a escrever sua própria mensagem.

A ideia tem tido tanto reconhecimento entre os belo-horizontinhos que, há dois meses, o projeto conseguiu uma verba por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Até então, a iniciativa era bancada exclusivamente pelo publicitário.

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