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Radialista que desapareceu em BH é suspeito de golpe de R$ 10 milhões

Polícia Civil investiga se Bruno Azevedo, que trabalhava na rádio Itatiaia, teria enganado oito pessoas em esquema de pirâmide financeira

Minas Gerais|Shirley Barroso, da RecordTV Minas, com Lucas Pavanelli, do R7

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Bruno Azevedo desapareceu em 2019
Bruno Azevedo desapareceu em 2019

Um radialista que havia desaparecido em novembro do ano passado está sendo investigado pela Polícia Civil por estelionato e um golpe que pode chegar a R$ 10 milhões. Na época, familiares de Bruno Azevedo procuraram a polícia depois que ele desapareceu deixando uma carta falando que não voltaria mais a Belo Horizonte por causa de dívidas financeiras.

Depois de voltar para a capital mineira, algumas pessoas procuraram a polícia para denunciar que teriam sido vítimas de golpes aplicados pelo radialista, como explica o delegado Domiciano Monteiro.


— As investigações iniciaram-se em um primeiro momento na delegacia de desaparecidos e os primeiros resultados apontavam que, na verdade ele não estava desaparecido, mas tinha deixado a cidade de forma voluntária. Paralelamente a isso, compareceram algumas pessoas que se diziam vítimas desse jornalista

Segundo as investigações, o jornalista de esportes da Rádio Itatiaia, foi para a cidade de Patos de Minas, a cerca de 400 km de Belo Horizonte, e depois para o estado de Goiás. Quando registrou queixa na polícia, a família divulgou uma carta deixada pelo radialista, onde ele dizia que tinha ido embora por problemas financeiros, que devia milhões de reais e citava que agiotas tinham destruído a família dele. 


No entanto, segundo a Polícia Civil, até o momento não foi identificada nenhuma ameaça real a ele.

Pirâmide financeira 


De acordo a investigação, Bruno criou uma espécie de pirâmide financeira onde oferecia às vítimas investimentos em espaços publicitários na rádio Itatiaia, como explica o delegado Marlon Pacheco. 

— As pessoas envolvidas acreditavam se tratar de um investimento, de compra de horários de publicidade na rádio e que elas seriam remuneradas com a venda desses horários. Como toda pirâmide financeira, os primeiros acabaram sendo remunerados com alguma coisa, mas o que a gente constata é que eles eram remunerados com o mesmo dinheiro investido. 


Ainda segundo a polícia, a Rádio Itatiaia também configura como vítima no inquérito, já que o jornalista explorava o prestígio do veículo para aplicar os golpes. 

Vítimas

Até agora, oito vítimas foram identificadas, entre elas um delegado da Polícia Civil. Segundo as investigações, nos últimos cinco anos, o radialista teria lucrado com a pirâmide financeira, cerca de R$ 10 milhões. Bruno pode ser indiciado por estelionato e, se condenado, pode pegar até cinco anos de prisão.

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