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Réu do "Bando da Degola" volta a negar participação na morte de empresários

Sidney Eduardo Benjamin é acusado de envolvimento no crime cometido em abril de 2010

Minas Gerais|Do R7

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Empresários foram torturados em apartamento para entregar dados bancários antes da execução
Empresários foram torturados em apartamento para entregar dados bancários antes da execução

Acusado de integrar o "Bando da Degola", o réu Sidney Eduardo Benjamin voltou a negar envolvimento no assassinato de dois empresários no bairro Sion, região centro-sul de Belo Horizonte, em abril de 2010. Ele está sendo julgado nesta segunda-feira (29) no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, na capital mineira.

Durante seu interrogatório, Sidney Eduardo repetiu o depoimento dado à Polícia Civil e à Justiça e afirmou que esteve na casa do líder do "Bando da Degola", Frederico Flores, apenas duas vezes, sendo uma delas em um almoço no dia seguinte ao assassinato de Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues. Entretanto, o réu garantiu que não viu nenhum indício de que tenha havido um crime no local.


Ainda em seu depoimento, ele garantiu que foi obrigado por Frederico Flores a ajudar na faxina do apartamento onde os empresários foram executados. Sidney disse ainda que questionou o líder da quadrilha sobre o motivo da limpeza e Flores teria ameaçado-o.

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O réu responde pelos crimes de duplo homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, extorsão, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Após seu interrogatório, iniciou-se a fase de debates entre a defesa do acusado e a acusação, com a fala do promotor José Geraldo de Oliveira. Às 13h, o juiz Alexandre Cardoso Bandeira suspendeu o julgamento para o almoço dos jurados. A sessão deve ser retomada às 13h40.

Entenda o caso


O Ministério Público denunciou Frederico Flores e outras sete pessoas pelo sequestro, extorsão e assassinato dos empresários Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder Santos Rodrigues, de 39, entre os dias 10 e 11 de abril de 2010.

Após sequestrar as vítimas e realizar saques e transferências de valores de suas contas, o grupo matou e degolou os empresários em um apartamento no bairro Sion. Em seguida, eles teriam transportado os corpos, no porta-malas do carro de uma das vítimas, até Nova Lima, na Grande BH, onde os cadáveres foram desovados parcialmente incendiados.


De acordo com a denúncia, os empresários estariam envolvidos em estelionato e atividades de contrabando de mercadorias importadas, mantendo em seus nomes várias contas bancárias, de onde eram movimentadas grandes quantias de dinheiro. Mas, as atividades ilícitas chegaram ao conhecimento de Flores, líder do "Bando da Degola", que passou a manifestar o desejo de extorqui-los e obteve ajuda dos demais acusados.

Quatro réus do caso já foram condenados por envolvimento no crime. Em julho passado, o norte-americano Adrian Gabriel Grigorcea foi condenado a 30 anos de reclusão por dois crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. No ano anterior, Frederico Flores foi sentenciado a 39 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

Já o estudante Arlindo Soares Lobo foi condenado a 44 anos de reclusão e o ex-policial Renato Mozer a 59 anos de reclusão, ambos por homicídio qualificado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

O processo referente à médica Gabriela Ferreira da Costa está com júri marcado para 30 de outubro de 2014. Já o ex-policial André Luiz Bartolomeu só conhecerá a sentença no dia 29 de janeiro de 2015. E o advogado Luiz Astolfo Sales Bruno seria julgado nesta segunda, mas uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento até que seja avaliado recurso especial impetrado na corte.

Líder do "Bando da Degola", Frederico Flores foi condenado a 39 anos de prisão pelo assassinato de dois empresários em abril de 2010 na capital mineira.

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