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Réu do mensalão tucano, secretário da Fazenda de Minas vai ser julgado pelo TJMG

Parado desde 2014, processo pode ter novo atraso

Minas Gerais|Do R7

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José Afonso Bicalho pediu transferência do processo por ter foro privilegiado
José Afonso Bicalho pediu transferência do processo por ter foro privilegiado

Um novo capítulo para a novela do mensalão tucano. O processo do secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho, foi remetido da primeira instância para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a pedido do réu. O TJ confirmou a informação na noite desta quinta-feira (16).

A juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de BH, entendeu que a nomeação de Bicalho como secretário de Estado pelo governador Fernando Pimentel (PT) dá direito a foro privilegiado, e por isso ele deve ser julgado por desembargadores.


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Outras dez pessoas são réus no mesmo processo, incluindo o publicitário Marcos Valério, condenado por ser operador do mensalão petista. Não há data para as sentenças. Bicalho é acusado de peculato e lavagem de dinheiro durante a campanha do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.


Azeredo e Andrade renunciaram

Azeredo, que ocupava o cargo de deputado federal, renunciou em março de 2014 quando a Procuradoria Geral da República pediu sua condenação ao Supremo Tribunal de Federal a 22 anos de prisão. Com a renúncia, o processo voltou para Minas Gerais e está parado desde então pronto para julgamento. Os 52 volumes chegaram em agosto à secretaria, mas a 9ª Vara estava sem juiz. Melissa Pinheiro assumiu o cargo em abril de 2015 como titular.

Outro réu, Clésio Andrade, foi vice-governador de Minas no primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB), entre 2003 e 2006. Ele ocupava o cargo de senador em julho de 2014, mas renunciou ao cargo alegando problemas de saúde quando o STF julgaria o processo. Com a perda do foro privilegiado, os autos voltaram para Belo Horizonte e estão parados porque até hoje o réu não foi ouvido.

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