STJ libera advogado ligado ao ex-presidente do PSDB de Minas
Odo Adão Filho foi preso suspeito de envolvimento no esquema de desvios no projeto Cidade das Águas, no Triângulo Mineiro
Minas Gerais|Do R7 com Ezequiel Fagundes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, acolheu nesta segunda-feira, dia 8 de agosto, um pedido de liberdade para o advogado Odo Adão Filho, um dos sete alvos da operação Aequalis, que desvendou o esquema de desvios no projeto Cidade das Águas, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Odo é apontado na investigação como um suposto lobista do ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB de Minas Narcio Rodrigues, de quem é bastante próximo. A decisão liminar foi concedida pelo Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, e será publicada no diário oficial do próximo dia 10. O mérito ainda será apreciado.
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Odo foi preso em três de junho, quatro dias após o início da Aequalis. Ele era diretor de relações institucionais do grupo português Yser, empresa acusada de ter conquistado contrato irregular para fornecimento de parte dos equipamentos eletrônicos da Cidade das Águas. Em troca dos contratos, a Yser realizou repasses financeiros para Narcio, por intermédio de Odo, conforme uma série de mensagens eletrônicas apreendidas pela força-tarefa do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Minas Gerais.
Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Estado, em decisão unânime, negou habeas corpus e pedido de prisão domiciliar ao ex-parlamentar tucano. Narcio alegou problemas de saúde, mas a tese não foi acolhida pelos desembargadores. Além de Narcio e Odo, outras cinco pessoas foram presas pela Aequalis. Três ainda estão detidos, incluindo o tucano. Criado para ser um centro internacional de referência no estudo das águas, o projeto virou um elefante branco, apesar de já ter recebido cerca de R$ 200 milhões em recursos públicos. Procurado, o advogado de Odo declarou que o STJ reconheceu que a prisão do seu cliente foi desnecessária.















