Suspeita de injúria racial tem problemas psíquicos, diz família
Parentes pediram desculpas pelo caso ocorrido com um taxista em Belo Horizonte; mulher teria dito ao motorista que “não anda com negros”
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record TV Minas

A família da mulher presa suspeita de injúria racial contra um taxista em Belo Horizonte divulgou uma nota lamentando o ocorrido e declarando que Natália Burza Gomes Dupin, de 36 anos, é diagnosticada com transtornos psíquicos.
Natália foi presa na última quinta-feira (5) aí dizer ao motorista da táxi que não aceitaria viajar com ele, já que ela “não anda com negros”. A mulher também teria reagido à prisão e ofendido os policiais que atendiam a ocorrência.
O texto assinado pelos dois irmãos de Natália classifica o racismo como “uma realidade brutal e inaceitável” e pede mais debates sobre os problemas de origem psíquica.
A mensagem revela ainda que Natália já teria tentado se matar e que ela já teria protagonizado episódios de agressão envolvendo a família. Conforme adiantado pelo R7, a mulher tem antecedentes criminais. Ela aparece em cinco boletins de ocorrências registados na Polícia Militar - ora como vítima, ora como suspeita de autoria. Em todos eles há pelo menos um parente relacionado.
A nota afirma ainda que Natália já passou por tratamentos de eletroconvulsoterapia e que a família tentava uma clínica para sua internação no dia em que houve o episódio envolvendo o taxista.
O caso de injúria racial teria acontecido em um ponto de táxi não bairro Santo Agostinho, na região, na região Centro-Sul da capital mineira. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita vai responder pois quatro crimes: injúria racial, desacato, desobediência e resistência. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da suspeita.
Relembre o caso:















