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Turistas mineiros conseguem deixar cidade peruana após caos causado por greve

Grupo de 30 brasileiros chegou nesta madrugada à Cusco, de onde deve seguir para o Brasil

Minas Gerais|Do R7

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Advogada mineira relatou momentos de caos na cidade
Advogada mineira relatou momentos de caos na cidade

Os cerca de 30 brasileiros que estavam presos em uma cidade do Peru por causa da greve de trens conseguiram deixar o local na madrugada desta sexta-feira (23), conforme o Itamary. Os turistas, entre eles cinco mineiros, relataram momentos de caos e dificuldade para encontrar água e comida nos últimos dias.

De acordo com o Itamary, o sistema de transporte rodoviário de Águas Calientes foi normalizado na tarde de quinta-feira (22). De lá, os brasileiros seguiram até Ollantaytambo, onde o Ministério do Turismo do Peru colocou um ônibus à disposição do grupo.


Por volta das 1h30, no horário local, os turistas chegaram em Cusco. A próxima parada deve ser em terras brasileiras.

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A advogada mineira Amanda Ventura, de 25 anos, gravou imagens da estação da cidade lotada de passageiros. Moradores impediram o grupo de comer em um restaurante e fecharam a única estrada que dá acesso à próxima localidade - mesmo neste percurso seriam necessárias duas horas de caminhada. 


A advogada, que viajou ao Peru com a irmã e três amigas, reclama que os passageiros estão sem comida, água e dinheiro e que também não há casa de câmbio na estação. Por telefone ela relatou a situação à equipe da Record Minas na quinta-feira (22): 

— Só na estação deve ter de 500 a 1.000 pessoas. A situação é constrangedora, as pessoas estão deitadas no chão e são maltratadas pelas autoridades. A gente não tem comida, água, não tem casa de câmbio. 


Na terça-feira (20) elas chegaram a Águas Calientes e foram informadas de que talvez não conseguissem sair da cidade normalmente. No dia seguinte, ao voltar do passeio em Macchu Picchu, a estação estava fechada e não havia como aumentar uma diária no hotel porque os quartos estavam lotados. 

O grupo também foi hostilizado.

— Na hora em que a gente estava no restaurante tentando almoçar a população invadiu e fez a gente sair. Tivemos que nos esconder porque estavam agressivos.

Os trabalhadores locais protestavam contra a decisão do governo de privatizar serviços do parque arqueológico Inca. Com isso, cerca de 3.500 pessoas ficaram isoladas em Águas Calientes.

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