Minas Gerais Vereador é preso em operação contra 'rachadinha' em Nova Lima

Vereador é preso em operação contra 'rachadinha' em Nova Lima

Justiça autorizou prisão de parlamentar e assessor suspeitos em esquema; empresário é alvo por suspeita de contratos irregulares

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Vereador é alvo de mandado de prisão

Vereador é alvo de mandado de prisão

Reprodução / Google Street View

Um vereador do município de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, e seu chefe de gabinete são alvos de uma operação de combate à prática de "rachadinha" na Câmara Municipal da cidade.

A operação Contrato Leonino acontece nesta terça-feira (11) e a Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra os dois a pedido do Ministério Público de Minas Gerais.

Um boletim de ocorrência confirma a prisão de Thiago Tito (PSD) no início da manhã de hoje.  

Além disso, os órgãos apuram a influência de vereadores na destinação de cargos públicos, além de fraudes a processos licitatórios nos Poderes Executivo e Legislativo. Segundo o MP, há investigação em curso sobre lavagem de dinheiro decorrente de práticas criminosas.  A lavagem de valores decorrentes das práticas criminosas também está sendo investigada.

Além da prisão dos dois alvos, a operação também cumpre 13 mandados de busca e apreensão, na casa e no gabinete do vereador e do chefe de gabinete, além da casa de um empresário e na sede da sua empresa. 

De acordo com o MP, o objetivo dda operação é colher provas que possam comprovar a prática de crimes de associação criminosa, peculato, concussão e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem chegar a 37 anos de prisão.

Rachadinha

A operação de combate à corrupção em Nova Lima contam com a participação de 58 policiais civis e três promotores de Justiça. As investigações preliminares apontam a existência de indícios de que ao menos um vereador de Nova Lima recebeu parte dos salários de assessores parlamentares, com auxílio do chefe de gabinete. Essa prática é conhecida como "rachadinha".

Além disso, as investigações apontam para uma relação entre o vereador e um empresário de Nova Lima, cuja empresa firmou contratos com o município. A suspeita das autoridades é que os contratos eram obtidos a partir de influência do parlamentar junto à Câmara e a Prefeitura da cidade. Há, de acordo com o Ministério Público, indícios de “loteamento” de cargos na prefeitura para atender as indicações de vereadores.

A Prefeitura de Nova Lima, em nota, afirmou que "não foi acionada pela justiça sobre a referida operação e, caso seja procurada, colaborará com todas as investigações". A reportagem também procurou a Câmara de Nova Lima e aguarda posicionamento das instituições sobre a operação.  

Histórico

Ao menos seis vereadores de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, são investigados por suspeita de fraude em aluguel de automóveis e da prática da "rachadinha".

Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos políticos. Segundo os investigadores, um deles foi reeleito nas eleições deste ano.

Últimas