Aceleramos o Nissan Ariya, SUV que a marca não vai vender no Brasil
SUV cupê empolga pelo desempenho e tem acabamento de luxo mas está fora dos planos da marca

A Nissan vendeu no Brasil o elétrico Leaf no Brasil antes da invasão das marcas chinesas. Mas o tempo passou e a Nissan que já tinha cogitado vender o Note e até mesmo o Ariya no Brasil resolveu focar em modelos como o novo Kicks, Kait e Versa. Mas fora do Brasil o Ariya já teve até mesmo um facelift e o R7-Autos Carros teve a chance de testá-lo por uma semana.

O Nissan Ariya é o primeiro SUV 100% elétrico global da marca e marca a transição da Nissan para uma nova geração de elétricos, com foco em design limpo, plataforma dedicada e versões com tração integral e-4ORCE. No visual o Ariya agrada até porque chama muito a atenção. Mesmo não sendo um projeto recente, seu perfil cupê alongado é chamativo.

No visual, o Ariya segue a nova identidade da marca, com linhas mais suaves, frente fechada típica de elétricos e assinatura em LED contínua. O interior adota proposta minimalista, com comandos sensíveis ao toque integrados ao painel. A base é a plataforma CMF-EV (aliança Renault-Nissan-Mitsubishi), desenvolvida especificamente para veículos elétricos, o que permite melhor aproveitamento de espaço interno e entre-eixos longo de 2,77 m.

Na versão mais potente com tração integral e-4ORCE, o Ariya utiliza dois motores elétricos que entregam cerca de 390cv e torque na casa de 600 Nm. O conjunto é alimentado por bateria de NMC (níquel, manganês e cobalto) de 87 kWh, com autonomia que varia entre cerca de 265 e 304 milhas (426 a 490 km, padrão EPA), dependendo da configuração. Ao longo de uma semana rodamos 490km com o carro wue marcava ainda 15% de autonomia.

O desempenho coloca o SUV em patamar elevado, com aceleração de 0 a 100 km/h na faixa de 5 segundos e recarga rápida de até 130 kW.

Por dentro, graças à bateria grande no assoalho o Ariya oferece posição elevada mas com painel bem horizontal com duas telas.

Chama a atenção pela boa qualidade de acabamento nos bancos em couro, no Alcântara presente no painel e nas forrações de porta mesclando com couro e plástico sensível ao toque.

Os gráficos do painel já mostram sinais de idade e remetem ao extinto Leaf de primeira geração. Mas tudo no Ariya inspira robustez e ao dirigir o conforto é marcante.

Nos mercados internacionais, o Ariya é posicionado como um SUV médio premium acessível. Nos Estados Unidos, os preços variam entre cerca de US$ 48 mil e US$ 61 mil nas versões mais completas com tração integral. Já no Japão, o modelo parte de valores equivalentes a cerca de US$ 45 mil a US$ 55 mil, dependendo da versão.

Convertendo diretamente para o Brasil, esses valores ficariam na faixa de aproximadamente R$ 240 mil a R$ 300 mil, sem considerar impostos e custos de importação — o que, na prática, levaria o modelo a um posicionamento acima desse intervalo no mercado nacional, talvez o dobro do que custa lá fora. Assim, repensar a estratégia diante de tantos concorrentes baratos de origem chinesa, talvez seja o mais correto para a Nissan ao menos neste momento.
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