BYD anuncia 100 mil demissões na China e reorganiza produção
Marca investe em países como Brasil e Hungria como bases para a América Latina e Europa
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A reestruturação global da BYD acendeu um alerta no setor automotivo ao envolver a demissão de cerca de 100 mil funcionários na China, ao mesmo tempo em que a marca acelera contratações e investimentos na Europa e no Brasil.

Os cortes representam aproximadamente 10% da força de trabalho da BYD e estão ligados a um processo de ajuste operacional após a primeira queda de lucro da empresa em quatro anos.
Em 2025, o lucro líquido recuou cerca de 19%, pressionado pela guerra de preços no mercado chinês e pela desaceleração na demanda por veículos eletrificados no país.

Mesmo com vendas globais em alta — foram cerca de 4,6 milhões de veículos comercializados no ano — a empresa passou a priorizar eficiência e controle de custos para manter sua expansão global.
Crescimento internacional
Ao mesmo tempo em que reduz sua base de funcionários na China, a BYD acelera sua estratégia internacional. A empresa trabalha com uma meta ambiciosa de exportar até 1,5 milhão de veículos em 2026, reforçando a importância dos mercados externos no seu plano de crescimento.

Esse avanço já começou a se materializar. Em 2025, a BYD ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de veículos exportados, com cerca de 1,05 milhão de unidades enviadas para fora da China.
Dentro dessa estratégia, o Brasil ocupa papel central. A fábrica de Camaçari, na Bahia — instalada no antigo complexo da Ford — já iniciou operações com montagem de veículos eletrificados e vem ganhando relevância como hub regional de exportação.
A unidade já ultrapassou a marca de 35 mil veículos produzidos desde o início das operações e conta com pedidos que somam cerca de 100 mil unidades para mercados como Argentina e México.
O mesmo será feito na Hungria, onde a BYD está terminando de construir uma fábrica em Szeged, que terá capacidade para produzir 150.000 veículos por ano.

Na prática, o volume produzido no Brasil já gira na casa de dezenas de milhares de unidades, com a operação ainda em fase inicial e baseada majoritariamente na montagem de kits importados.
A expectativa é de expansão gradual da nacionalização e aumento de capacidade ao longo dos próximos anos.
O Brasil também se consolidou como um dos principais mercados da marca fora da China. Em 2025, a BYD superou a marca de 100 mil veículos vendidos no país, mantendo ritmo acelerado de crescimento e ampliando participação no segmento de eletrificados.
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