Grand Cherokee: a história do SUV que volta como híbrido ao Brasil
Novo SUV pode voltar com 380 cv em motorização híbrida, mas tem longa trajetória de sucesso em quatro gerações
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A linha crossovers da Jeep sempre teve um amplo portfólio. Por aqui a marca só ganhou tração quando nacionalizou projetos, como o Renegade, o Compass e agora o Commander. O próximo passo será o Grand Cherokee híbrido, que chegará em breve ao país. Mas qual a história desse produto de sucesso lá fora?

O nome Cherokee surgiu muito tempo antes, ainda no sequência da família XJ, em 1983. Pouca gente sabe, mas o desenho original era de Larry Shinoda, Alain Clenet e Giorgetto Giuguaro para um veículo familiar, jovial e recreativo. Já em 1987 estava em desenvolvimento seu sucessor, aprovado pelo diretor de produto da Chrysler, François Castaing, e foi o primeiro carro do grupo Chrysler AMC desenvolvido inteiramente em Autocad.

Embora ele tenha sido mostrado algumas edições antes ainda como conceito, a ideia de um modelo familiar, mais equipado e maior acabou dando subsídios aos desenvolvedores do então grupo Chrysler.

Sua estreia foi grandiosa, no Salão de Detroit de 1992, quando o presidente da Chrysler, Bob, rompeu o vidro de entrada do edifício Cobo Hall ao volante do Grand Cherokee Laredo, com o prefeito de Detroit, Coleman Young, no banco do passageiro. Estreou nas versões SE, Laredo e Limited com motor seis cilindros 4,0 litros de 190 cv e câmbio AT4 com opção de tração integral (AWD) ou 5.2 V8 318 de 220 cv (depois 5,9 litros V8).

Foi um sucesso estrondoso no mercado, e o Grand Cherokee se tornava o veículo mais vendido nos Estados Unidos por alguns anos, a ponto de ofuscar o sucesso do Ford Taurus e do Honda Accord. A partir dele, o mercado olharia de forma diferente para os crossovers familiares.

A segunda geração chegou em 1998 como modelo 1999. Tinha só 127 peças compatíveis com a antiga geração e uma enorme responsabilidade de continuar seu sucesso. Estreava o motor 4,7 litros V8 de até 265 cv, que foi muito elogiado pelo bom comportamento ao lado do New Venture Gear, que controlava a tração junto com o sistema Quadra-Drive.

A terceira geração chegou em 2004 com mudanças no design, menos retilíneo, e motores revistos, indo desde o 3,7 litros V6 de 215 cv, o 4,7 litros V8 de 230 ou 305 cv e o 5,7 litros Hemi de 357 ou 6,1 litros Hemi de 420 cv, além do motor 3,0 litros turbodiesel fornecido pela Mercedes-Benz.

Com a parceria da FCA, o Grand Cherokee chegava a uma nova geração no ano de 2011. Estreava o motor 3,5 litros Pentastar de primeira geração, além dos conhecidos 5,7 Hemi V8 combinado com câmbio de multivelocidades ERS ganhando força com reboque de 3,5 toneladas no V8 ou 3 toneladas no Pentastar. Surgia o primeiro motor da família Fiat Powertrain: V6 3,0 litros de 236 cv e 56 kgfm de torque, mas só para o mercado europeu além dos motores Hemi.

A atual geração surgiu em 2021, nas versões SUV e “L” estendido já com a previsão de eletrificação. Nos Estados Unidos a versão “4xE” tem motor 2.0 turbo com motor elétrico traseiro que somam 380 cv e 64,9 kgfm de torque e tração integral. A bateria é de 17 kwh, com autonomia para 40 km no modo elétrico e consumo de 23 km/l. Nas versões Overland é Summit o motor é o 5,7 litros V8 de 357 cv.

Nos EUA, além do 4Xe o Grand Cherokee está disponível em cinco versões e mais cinco subversões: Laredo, Altitude, Limited, Overland e Summit (a versão adicional é a Reserve e as demais são “X”) e oferece o motor V6 Pentastar de 290 cv e 36 kgfm de torque, com sistema híbrido leve eTorque (sem relação com o motor 1.8 aspirado que tivemos por aqui). Veja mais detalhes do Grand Cherokee 4Xe.















