Venda de veículos sobe 43% em 1 ano e supera 200 mil unidades por mês
Produção cresce e anima montadoras que podem rever meta para este ano
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A Anfavea, associação nacional dos fabricantes de veículos no país divulgou seu relatório mensal de vendas com surpresas positivas para todo o setor. Em agosto foram vendidas 238 mil unidades, uma alta de 43,9% sobre julho e 20,7% sobre o mesmo mês de 2021. Foi a primeira vez que o índice superou as 200.000 unidades vendidas desde que a chegada da pandemia em março de 2020.

Apesar das vendas em alta, a Anfavea evita o tom ufanista e pondera os desafios da inflação em alta e a falta de peças. Para este ano a entidade projeta vendas de 2,140 milhões de veículos no Brasil. Até agosto a produção já superou 1,54 milhão de veículos, o que representa uma alta de 4,7%.

Márcio Lima Leite, presidente da entidade afirmou que as vendas de mantém em um volume de 70% das negociações à vista. O restante ainda é financiado, o que, segundo ele, torna evidente a crise de crédito com baixa concessão de financiamentos e juros altos.
Exportações e semicondutores

As vendas no mercado externo somaram 46,8 mil unidades em agosto. Mesmo com a severa crise na Argentina as exportações do país cresceram. As montadoras venderam US$ 1,04 bilhão em agosto, crescimento de 51,1%, e US$ 6,8 bilhões desde janeiro, o que representa uma alta de 39,4%.
O governo brasileiro e representantes da Anfavea estarão neste final de semana no Japão para viabilizar investimentos em semicondutores. A intenção é viabilizar uma fábrica de peças de alta tecnologia em Minas Gerais da Unitec Semicondutores.
Demissões na Mercedes-Benz

O anúncio de demissões e reestruturação da Mercedes Benz (que no país produz caminhões e ônibus) se deve a uma adaptação ao novo modelo de negócios uma vez que a montadora sempre produziu boa parte dos componentes dentro de sua unidade em São Bernardo do Campo/SP. A Mercedes anunciou a terceirização de parte da produção o que levará a uma demissão de 2,2 mil pessoas que prodizem eixos e transmissões, ferramentaria e manutenção além de logística. Outros 1,4 mil postos de trabalho não terão seus contratos renovados.















