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Entrevista de Jaques Wagner muda cenário e amplia pressão por saída da liderança do governo

Após vincular permanência no cargo à relação com Lula, senador gera desconforto no Planalto; aliados avaliam que saída negociada ficou mais difícil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jaques Wagner, líder do governo no Senado, gerou desconforto no Planalto ao vincular sua permanência no cargo à relação com Lula.
  • O Palácio do Planalto considerava uma transição gradual e sem ligação direta com a operação da Polícia Federal, mas agora vê a necessidade de Wagner tomar a iniciativa de deixar o cargo.
  • Integrantes do governo avaliam que Wagner criou constrangimento ao associar sua permanência à amizade com Lula, sem prévia discussão entre eles.
  • A pressão por sua substituição cresce nos bastidores, enquanto o governo considera o impacto político e as investigações em andamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Jaques Wagner
Lula não pretende expor nem desgastar um dos seus mais antigos aliados políticos Ricardo Stuckert/PR - 1.7.2025

A entrevista concedida pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), nesta quinta-feira (18) alterou a avaliação que vinha predominando no Palácio do Planalto sobre seu futuro político.

Se até então a expectativa era de uma transição gradual e sem associação direta à operação da Polícia Federal que o atingiu nesta semana, auxiliares do presidente Lula passaram a acreditar que o próprio senador precisará tomar a iniciativa de colocar o cargo à disposição.


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Segundo interlocutores do governo ouvidos pelo Blog, a entrevista começou em tom considerado adequado, mas provocou incômodo à medida que Wagner passou a misturar sua situação política com a relação pessoal que mantém com Lula.

Integrantes do Planalto avaliam que o senador deu a entender publicamente que sua permanência na liderança estaria vinculada à amizade e à confiança do presidente, assunto que, segundo relatos, não havia sido discutido previamente entre os dois.


Nos bastidores, a avaliação é que já vinha sendo construída uma saída considerada honrosa para o líder do governo. O plano, porém, passava por um processo gradual, sem conexão explícita com a operação da Polícia Federal ou com as investigações relacionadas ao caso do Banco Master. A ideia era que uma eventual mudança ocorresse mais adiante, em meio ao processo de reorganização política para as eleições deste ano.

Ao sinalizar publicamente o desejo de permanecer no cargo e associar essa decisão à proximidade com Lula, Wagner acabou criando um constrangimento para o presidente, segundo integrantes do governo.


A avaliação é que Lula não pretende expor nem desgastar um dos seus mais antigos aliados políticos, mas também não pretende ser colocado na posição de avalista público de sua permanência.

A pressão pela substituição do senador na liderança do governo vem crescendo nos bastidores. Integrantes da base ressaltam o respeito à trajetória política de Wagner, mas afirmam que a proximidade do calendário eleitoral exige uma avaliação política mais ampla sobre a capacidade de articulação do governo e o impacto dos desdobramentos da investigação.


Por enquanto, não há reunião prevista entre Lula e Wagner. A próxima semana terá agenda reduzida no Congresso Nacional, sem sessões deliberativas, o que diminui a urgência de uma definição. Além disso, o presidente deve cumprir uma série de viagens oficiais, com compromissos previstos no Rio de Janeiro no início da semana e, em seguida, em São Paulo.

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