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Operação contra Jaques Wagner aumenta pressão política, mas governo descarta troca na liderança

Investigação sobre o Banco Master atinge senador em momento de críticas à articulação política e negociações decisivas no Congresso

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Operação da Polícia Federal investiga o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, por suspeitas de corrupção relacionadas ao Banco Master.
  • O governo enfrenta críticas internas e pressões políticas, mas não planeja substituir Wagner na liderança do Senado neste momento.
  • Há insatisfações no governo devido a derrotas no Senado e à rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
  • O governo está focado em evitar a derrubada de vetos presidenciais estratégicos, com negociações em andamento no Congresso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jaques Wagner é alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18) Carlos Moura/Agência Senado - 16.06.2026

A operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), nesta quinta-feira (18), abriu uma nova frente de preocupação política para o Palácio do Planalto.

Embora a investigação ainda esteja em curso, auxiliares do governo admitem, nos bastidores, que o caso tem potencial para ampliar o desgaste de um dos principais articuladores de Lula no Congresso. Porém, a avaliação neste momento é de cautela: não há movimento em andamento para substituí-lo na liderança do governo.


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Segundo relatos ao Blog, o tema nunca deixou de preocupar integrantes do governo. Desde o início das investigações envolvendo o Banco Master, Wagner vinha tratando o assunto com segurança nas conversas internas e negando qualquer irregularidade.

Em janeiro, o senador já havia afirmado publicamente que estava “tranquilo” em relação às apurações e negado participação em qualquer esquema envolvendo o banco.


Apesar disso, interlocutores do Planalto lembram que havia insatisfação de parte do governo com derrotas no Senado, incluindo a aprovação recente de “pautas-bomba”, consideradas prejudiciais à equipe econômica e aos cofres públicos.

Houve também rusgas após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF, em um processo cujos placares e a estratégia de negociação adotada pelo governo geraram críticas nos bastidores.


Soma-se a isso a relação próxima de Wagner com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre — atual desafeto de Lula —, fator que também desperta desconforto em alguns setores do governo.

Ainda assim, fontes do governo afirmam que uma eventual troca na liderança não está no radar de Lula, nem virá por articulação da Secretaria de Relações Institucionais.


“O presidente tinha várias outras razões políticas para trocar o líder, além do Master. A mudança não está no radar. O momento é de aguardar”, afirmou uma fonte do Planalto, em reservado.

A avaliação é que o momento exige aguardar os desdobramentos da investigação antes de qualquer decisão política. Nos bastidores, há quem considere que o próprio Wagner poderia optar por deixar o posto mais adiante, sob o argumento de dedicar atenção à disputa eleitoral deste ano, mas, até o momento, não existe qualquer sinalização nesse sentido.

A nova fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligadas ao caso do Banco Master.

Além de Wagner, a operação teve como alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra os investigados.

A operação ocorre justamente em um momento delicado para a articulação política do governo. Nesta quinta-feira, as negociações para a sessão do Congresso estão sendo conduzidas pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), em diálogo direto com Alcolumbre.

A principal preocupação do Planalto é evitar a derrubada de vetos presidenciais considerados estratégicos, especialmente os relacionados aos setores de offshore e energia eólica. Embora houvesse um entendimento prévio para manter os vetos, as negociações seguem abertas e o governo ainda não considera o resultado garantido.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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