Novos caminhos contra as leucemias agudas
Tese premiada da USP revela compostos promissores para superar a resistência ao tratamento
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As leucemias agudas são doenças agressivas do sangue que ainda apresentam altos índices de resistência e recaída. Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo trouxe novas perspectivas terapêuticas.
No doutorado do biomédico Hugo Passos Vicari, com orientação do professor João Agostinho Machado Neto, foram avaliados compostos inéditos e também o reposicionamento de fármacos já aprovados para outros tipos de câncer, todos tendo os microtúbulos como alvo.
Os resultados indicam alternativas promissoras para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.
Entre os destaques estão moléculas da classe dos ciclopenta[β]indóis, como o composto C2E1, que mostrou efeito expressivo ao reduzir a viabilidade das células leucêmicas, provocar parada do ciclo celular e induzir morte programada.
Outro achado relevante foi a eribulina, já utilizada em outros tipos de câncer, que demonstrou eficácia também em modelos de leucemia, inclusive em células resistentes. Quando associada ao elacridar, a eribulina teve sua ação potencializada, sugerindo uma estratégia capaz de ampliar as opções de tratamento no futuro.
O trabalho também destacou a proteína Stathmin 1 (STMN1) como marcador de agressividade e possível alvo terapêutico. Pacientes com níveis elevados dessa proteína apresentaram maior proliferação celular, e o silenciamento em laboratório reduziu de forma significativa a viabilidade das células tumorais.
Em agosto, a pesquisa foi reconhecida com o Prêmio CAPES de Tese 2025 na área de Farmacologia, considerado um dos maiores prêmios que jovens cientistas podem receber no Brasil. A conquista reforça a importância científica e clínica do estudo realizado na USP, que uniu biologia molecular, bioinformática e ensaios celulares para abrir novas possibilidades de tratamento.
O estudo recebeu financiamento da FAPESP e de apoio da CAPES.
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