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Pichação no muro da Embaixada dos EUA transforma protesto em novo foco de tensão em Brasília

“Indústria da guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza”, dizia faixa exibida diante da representação

Diplomacia e Embaixadas|Fabiana CeyhanOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O muro da Embaixada dos EUA em Brasília foi pichado com mensagens contra a política externa americana por grupos como o MST e Levante Popular da Juventude.
  • O protesto, que incluiu faixas criticando a indústria bélica dos EUA, foi parte de uma manifestação política contra o imperialismo americano.
  • A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o incidente, analisando imagens de câmeras de segurança para identificar os responsáveis.
  • A Embaixada dos EUA classificou a ação como inaceitável e afirmou estar colaborando com as autoridades locais, enquanto os serviços consulares seguem funcionando normalmente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Muro foi pichado em protesto contra guerras
Muro foi pichado em protesto contra guerras Reprodução/RECORD - 13.8.2026

O muro da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, amanheceu nesta quinta-feira (13) com mensagens de protesto contra a política externa norte-americana. A ação ocorreu durante uma manifestação realizada por organizações ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao Levante Popular da Juventude.

Uma das inscrições deixadas na parede afirmava: “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”. A mensagem também apareceu em inglês. Além da pintura, uma faixa colocada próxima ao muro trazia críticas à indústria bélica americana e associava sua atuação a mortes, fome e destruição ambiental.

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O protesto foi assumido pelos movimentos envolvidos, que apresentaram a ação como uma manifestação política contra o que classificam como imperialismo dos Estados Unidos. A mobilização ocorreu simultaneamente em outras localidades do país e foi relacionada pelos organizadores ao movimento “Sejamos Todos como Fidel”, em referência ao centenário de nascimento de Fidel Castro.

Mensagens e símbolos

A intervenção não se limitou às inscrições no muro. Imagens divulgadas após o ato mostram materiais utilizados para reforçar a mensagem política da manifestação, incluindo objetos associados à temática de guerra e elementos que remetiam à bandeira dos Estados Unidos. Também foram registradas marcas de fogo no local.

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A escolha da embaixada como ponto do protesto deu uma dimensão particular ao episódio. A representação americana é uma instalação diplomática e, portanto, um dos símbolos mais visíveis da presença oficial dos Estados Unidos no Brasil.

Polícia apura o caso

A Polícia Civil do Distrito Federal foi acionada e realizou perícia na área. A investigação está sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, que deverá analisar imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os responsáveis pela pichação.

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Até as informações mais recentes disponíveis, não havia registro de prisões relacionadas ao episódio.

Embaixada reage

A Embaixada dos Estados Unidos classificou a ação como inaceitável. Em comunicado, afirmou que está trabalhando com as autoridades locais e que continua comprometida com o diálogo com a população brasileira e com a proteção de seus funcionários e instalações.

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A representação informou ainda que os serviços consulares continuam funcionando normalmente.

“A Embaixada dos Estados Unidos está ciente dos atos de vandalismo em nossas dependências. Tais atos são inaceitáveis, e estamos trabalhando com as autoridades locais. Os EUA continuam comprometidos em dialogar com o povo brasileiro e em garantir a segurança de nossos funcionários e instalações. As atividades consulares seguem normalmente”, disse a embaixada em nota à imprensa.

Protesto ocorre em momento delicado

O episódio acontece em uma fase de maior tensão entre Brasília e Washington, marcada por divergências em áreas como comércio e política externa.

Nesse contexto, a manifestação diante da embaixada ganhou repercussão adicional. Para os organizadores, a intervenção foi uma forma de denunciar a atuação dos Estados Unidos em conflitos internacionais e a indústria de armamentos. Para a representação americana, porém, a pichação constitui vandalismo e é considerada inaceitável.

A investigação policial deverá agora esclarecer quem participou diretamente da ação e quais responsabilidades poderão ser atribuídas pelos danos provocados no muro da representação diplomática.

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