Condomínios em SP criam ‘áreas VIP’ de acordo com a renda dos moradores
Empreendimentos estão separando moradores por faixa de renda, como áreas de lazer exclusivas e acessos diferentes
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A polêmica envolvendo os chamados “subcondomínios” vem crescendo em São Paulo após denúncias de empreendimentos que estariam separando moradores de baixa renda dos apartamentos de padrão mais elevado dentro do mesmo condomínio.
Em alguns projetos, moradores de unidades populares não teriam acesso a determinadas piscinas, quadras, salões de festas e outras áreas de lazer consideradas exclusivas para os proprietários das unidades de maior valor. Além disso, alguns condomínios possuem entradas, elevadores e portarias separadas.
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O tema ganhou força após discussões na CPI da HIS na Câmara Municipal de São Paulo e passou a chamar A atenção também da prefeitura, que começou a impor restrições em determinados alvarás ligados a esse modelo de empreendimento.
Empresas do setor imobiliário defendem a prática, alegando que os subcondomínios possuem respaldo legal e permitem manter taxas condominiais mais baixas para famílias de menor renda, além de adaptar as áreas comuns ao perfil econômico de cada grupo de moradores.
Por outro lado, críticos apontam que esse formato cria uma espécie de segregação social dentro do próprio condomínio, dividindo moradores conforme poder aquisitivo e transformando políticas habitacionais em diferenciação estrutural entre pessoas que vivem no mesmo empreendimento.
A Prefeitura de São Paulo informou que determinadas regras já limitam esse tipo de divisão, especialmente quando as áreas comuns deveriam ser compartilhadas por todos os moradores do condomínio.
No fim, a discussão vai muito além da engenharia ou da incorporação imobiliária: separar moradores por renda dentro do mesmo condomínio seria organização financeira… ou discriminação social disfarçada?
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