Cinturão verde: solução baseada na natureza pode salvar populações em áreas de encosta
A vegetação nativa ajuda a absorver a umidade do solo e aumenta sua resistência
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O problema é antigo e só aumenta conforme avança o crescimento populacional em áreas de risco, onde tragédias climáticas ocorrem com mais frequência. Municípios do litoral de São Paulo são fortes candidatos a enfrentar enchentes, deslizamentos de encostas e outros graves problemas ambientais por falta de uma gestão voltada à adaptação climática.
Pensando nisso, uma moção apresentada pelo Instituto Conservação Costeira recomenda justamente a revisão de mapas e instrumentos de planejamento diante da intensificação dos eventos climáticos extremos e da ocupação crescente de áreas vulneráveis.
O documento também recomenda a integração entre planejamento territorial, Defesa Civil e gestão ambiental, além do uso de soluções baseadas na natureza e da incorporação de princípios de justiça climática nas políticas públicas.
Daí a importância do controle do desmatamento e da recuperação da vegetação em locais mais propensos a erosões durante episódios de chuva.
Seriam os cinturões verdes capazes de conter desastres naturais com grande número de desabrigados e até mortos? A resposta é sim. Por isso, é tão importante não apenas a conscientização de quem mora nesses locais, muitas vezes ocupados de forma irregular, mas também a implementação de políticas públicas capazes de gerir melhor, alertar e mapear os pontos considerados críticos.
Vale lembrar que o cinturão verde atua como uma solução natural e estrutural para prevenir deslizamentos de encostas, funcionando como uma barreira física que estabiliza o solo e gerencia o fluxo da água da chuva.
A vegetação nativa ajuda a absorver a umidade do solo e aumenta sua resistência, prevenindo erosões e o desmoronamento de encostas.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Conservação Costeira, esse avanço se materializa de forma mais evidente em regiões específicas. No Litoral Norte, Ilhabela e Ubatuba ainda operam com mapeamentos de áreas de risco elaborados em 2006, enquanto Caraguatatuba utiliza dados de 2010. Apenas São Sebastião possui atualização recente, concluída em 2025. Isso significa que três municípios seguem planejando seu território com base em uma realidade de até duas décadas atrás.
Mesmo com dados defasados, estimativas indicam que mais de 28 mil moradias estão localizadas em áreas de risco na região, expondo cerca de 85 mil pessoas.
A atualização realizada em São Sebastião ilustra o impacto dessa revisão: o novo levantamento identificou 22 mil moradias em áreas de risco e mais de 66 mil pessoas expostas, o que representa cerca de 81% da população vivendo sob algum grau de vulnerabilidade.
Quem explica melhor como funciona essa moção, aprovada em maio pelo Conselho Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo, é Solange Cunha, especialista em direito ambiental.
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