Açúcar brasileiro perde espaço no mercado dos EUA
Usinas do Nordeste terão cota menor para exportar com tarifa reduzida a partir de outubro
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os Estados Unidos reduziram a cota de importação de açúcar bruto do Brasil para o ano fiscal de 2027. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (23), retirou 55,9 mil toneladas da cota brasileira e redistribuiu o volume. O novo ano fiscal norte-americano começa em outubro de 2026 e termina em setembro de 2027.
Com a mudança, as usinas do Nordeste terão acesso a uma cota de 100 mil toneladas. Esse volume representa um terço a menos que a quantidade destinada à região nos últimos anos. Pela legislação brasileira, as usinas nordestinas têm direito à cota com tarifa reduzida no mercado americano.
Veja Também
Exportação de açúcar perde competitividade
A redução praticamente inviabiliza novos embarques de açúcar acima do volume estabelecido pela cota. Os Estados Unidos aplicam uma tarifa de importação de US$ 340 por tonelada fora desse limite. Além disso, os exportadores nordestinos perdem espaço em um mercado que costuma oferecer preços maiores.
Segundo fontes do setor, outros destinos apresentam remuneração inferior à obtida no mercado americano. Apesar do impacto regional, a mudança deve ter efeito limitado sobre a balança comercial brasileira.
Os Estados Unidos respondem por cerca de 1% das exportações brasileiras de açúcar. Atualmente, a China ocupa a liderança entre os destinos do açúcar brasileiro. Desde 2020, o país asiático compra entre 10% e 15% do açúcar exportado pelo Brasil.
EUA redistribuem cota para 28 países
Segundo decisão divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o país redistribuiu a cota. O governo americano destinou o volume retirado do Brasil a 28 países exportadores.
A medida também beneficiou a Índia, apesar de o país estar entre os grandes produtores mundiais de açúcar. Neste ano, a Índia adotou uma política de importação para tentar reduzir os preços no mercado doméstico.
O USTR informou que países importadores líquidos precisarão apresentar verificações adequadas de origem.
República Dominicana lidera redistribuição
A República Dominicana recebeu a maior parcela da cota redistribuída, com 11,9 mil toneladas adicionais. As Filipinas receberam 9,1 mil toneladas, enquanto a Austrália ficou com outras 5,6 mil toneladas. Os três países também figuram entre os principais exportadores mundiais de açúcar. Ainda assim, o Brasil mantém ampla liderança global, com embarques superiores a 30 milhões de toneladas por ano.
O governo norte-americano também ampliou as cotas destinadas a outros países latino-americanos. A Argentina recebeu 2,9 mil toneladas adicionais, enquanto o Peru ganhou 2,7 mil toneladas. A Colômbia, por sua vez, recebeu uma cota adicional de 1,6 mil toneladas.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















