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‘Impossível de fugir’: presídio na Amazônia levanta debate sobre direitos humanos

Parece, mas não é: prisão na Amazônia tem investimento de R$ 2 bilhões e chega em 2028

Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro

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Vista aérea da Amazônia Reprodução/Wikimedias/James Martins

Há uma insatisfação geral de como o governo combate o crime organizado. Ele se desenvolve e se torna uma organização com ramificações de vários países.

A lei para combatê-lo varia de país para país. Vai de pena de morte a transferência para presídios fora do país; de simples ameaças a forte pressão popular para as penas serem mais duras.


Até recentemente, quando se pedia um visto para uma visita à China Comunista, o órgão expedidor no Brasil carimbava no passaporte do turista:

“Na China, tráfico de drogas é punido com pena de morte”. Vários brasileiros foram presos no exterior e na Indonésia foram condenados e executados. Há suspeita da criação de um narco estado com ramificações fortes também na Europa.


Brasil se torna um grande exportador de cocaína, sem ter um único pé de coca plantado. A droga vem dos países limítrofes, por uma fronteira que se assemelha a uma peneira, de tanto furo.

Nem a polícia federal, nem as forças militares têm condições de impedir a entrada da cocaína que atravessa longos caminhos no Brasil em direção aos portos de exportação para a Europa e Estados Unidos, principalmente o de Santos.


As apreensões não são mais contabilizadas em quilos, mas em toneladas. Além de drogas, o crime organizado comercializa também armas militares, usadas pelo tráfico e por facções que desafiam o próprio Estado brasileiro.

O Brasil se converte em um grande corredor de cocaína proveniente da Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. Já se fala na existência de um narco estado fora do controle das autoridades.


O governo responde às críticas com a construção de um presídio de segurança máxima na selva amazônica. O Ministro da Justiça, pessoalmente, visita o local e diz que a prisão vai ser destinada para os traficantes e terroristas mais perigosos, longe de qualquer contato com a comunidade local.

Chama a atenção a transformação da Amazônia em área para construção de um presídio — muitos lembram da prisão na ilha do Diabo. O investimento é de R$ 2 bilhões para o presídio que será inaugurado em 2028, garante o Ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin.

A Guiana Francesa vai receber os detentos considerados de alta periculosidade e, com isso, livra o território continental da ameaça dos condenados.

Até agora nenhuma organização de defesa dos direitos humanos se manifestou sobre o presídio na Amazônia francesa, considerado impossível de se tentar uma fuga. A menos que surja um novo Papillon.

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