IA revoluciona o tratamento de diabetes: a história inspiradora de Giovana
Saiba como a tecnologia está transformando vidas na saúde
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A inovação tecnológica e a inteligência artificial deixaram de ser apenas promessas futuristas para se tornarem os pilares da medicina moderna. Esse cenário de transformação acelerada será o foco do HBR Summit Brasil 2026: Healthcare Management, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de abril, no Theatro Municipal de São Paulo.
Promovido pela Harvard Business Review, o evento reunirá lideranças globais e stakeholders para debater como a IA e o uso estratégico de dados estão redefinindo a gestão, a tomada de decisão e a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
Mas como essa revolução tecnológica discutida por grandes especialistas afeta o paciente na ponta? A resposta está em histórias reais de vidas transformadas pela inovação.
A jornada da Giovana ilustra perfeitamente essa mudança. Diagnosticada com diabetes há quase 13 anos — em um dia inesquecível para os atleticanos, marcado pelo título da Libertadores do Galo —, ela acompanhou na pele a evolução da medicina.
O que começou com o uso de seringas para aplicação de insulina evoluiu para a utilização de sistemas de inteligência artificial trabalhando diretamente no controle do seu corpo.
Por meio de um sistema em que um aplicativo de celular e a IA fazem a bomba de insulina e o monitor contínuo de glicose se comunicarem, as doses passaram a ser ajustadas automaticamente de acordo com sua curva glicêmica, evitando quedas ou altas perigosas.
O impacto prático da IA na saúde da Giovana foi tão grande que hoje ela corre maratonas com mais tranquilidade, sabendo que a tecnologia monitora sua saúde a cada passo e a protege até mesmo durante o sono. A tecnologia fez com que ela deixasse de buscar incessantemente por uma cura para simplesmente focar em viver com qualidade e segurança.
A inteligência artificial aplicada à saúde não trata apenas de algoritmos e dados complexos; trata-se de devolver a normalidade e a autonomia aos pacientes.
Para inspirar ainda mais, deixamos abaixo o relato completo e emocionante da própria Giovana sobre essa jornada;
O relato de Giovana
“Sou diabética há quase 13 anos. Desde que descobri, me falavam sobre uma possível ‘cura’ da diabetes, com utilização de células-tronco, porém sempre me pareceu algo muito distante da realidade.
Iniciei o tratamento com seringas e duas insulinas, comprei uma bomba de insulina, que me permitia administrar insulina sem precisar furar meu corpo todas as vezes — preciso aplicar insulina antes de todas as refeições, sejam elas grandes refeições (como café da manhã, almoço e jantar) ou pequenas (lanchinhos).
Em 2022, chegou ao Brasil uma bomba de insulina com a proposta de ser revolucionária. A partir da inteligência artificial, ela conseguiria monitorar a glicemia em um circuito próprio e, com isso, garantiria um melhor controle da doença, aplicando mais ou menos insulina com a variação da curva glicêmica (curva glicêmica = a linha gerada pelas diferentes medidas de ponta de dedo ao longo de um dia).

Como se trata de um equipamento de altíssimo custo, um francês programou um sistema que conseguia implementar esse sistema em diferentes modelos de bomba de insulina, inclusive com a que eu utilizava na época.
Junto com meu pai, conseguimos criar esse sistema, no qual a bomba de insulina e o sensor de monitoramento de glicose contínuo se comunicavam para que o aplicativo que estava baixado no meu telefone (precisava ser um aparelho Android), junto com a inteligência artificial, tomasse as decisões de modo a aplicar mais ou menos insulina para evitar glicemias muito altas ou, mais perigoso que isso, as hipoglicemias (no meu caso, quando a glicemia reduz para menos que 70 mg/dL).
Hoje, sou maratonista com toda a minha família (mãe, pai, irmã, cunhado e namorado). Corri minha primeira maratona (42,195 km) utilizando o sistema da bomba de insulina conectada simultaneamente ao meu telefone e monitor de glicose.
Com a facilidade do sistema, eu conseguia correr um pouco mais relaxada, sabendo que, nos casos de tendência de queda brusca da glicemia, o sistema apitaria para que eu conseguisse consumir carboidratos e continuar a corrida sem muitas intercorrências.
As aplicações desse sistema ou da bomba de insulina com inteligência artificial vão além do mundo da corrida. Eles são capazes de controlar as glicemias durante o sono, para que eu não acorde na madrugada com a glicemia muito alta (às vezes acordava com a boca muito seca, precisando fazer xixi — efeitos da hiperglicemia) ou muito baixa (é perigoso quando os diabéticos não acordam, desmaiam ou entram em coma por conta disso).
Com a integração de dispositivos médicos para o tratamento de diabetes + inteligência artificial, eu não procurei mais sobre a cura da diabetes. Hoje eu vivo como uma pessoa ‘comum’ com um pâncreas defeituoso."

Para quem chegou até aqui, este depoimento de enche de orgulho e emoção, já que a Giovana é minha filha mais nova. Para quem quiser participar do evento da Harvard Business Review nos dias 13 e 14 de abril:
HBR Summit Brasil: Healthcare Management 2026
Data: 13 e 14 de abril
Horários: das 9h às 18h
Local: Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/n
São Paulo, SP
Inscrições: www.sympla.com.br/evento/hbr-summit-brasil-healthcare-management-2026/3307929














