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Inteligência Cotidiana

NVIDIA, Tencent e Alibaba lançam modelos 3D em um intervalo de menos de 24 horas

O Dia em que a IA Aprendeu a Construir Mundos

Inteligência Cotidiana|João GaldinoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Nvidia lançou o Lyra 2.0, que cria mundos 3D coerentes e consistentes.
  • A Tencent apresentou o HY-World 2.0, ferramenta de código aberto que gera arquivos diretamente utilizáveis em Unreal e Unity.
  • A Alibaba revelou o HappyOyster, que permite interação em tempo real com ambientes 3D criados.
  • Essas inovações sinalizam uma nova era na criação de mundos digitais, transformando a forma como interagimos com a tecnologia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

ilustração no formato 16:9 exibiindo uma grade 3D em construção na parte da esquerda e o mundo em 3D renderizado no lado direito da imagem, simulando a criação de um mundo 3D usando inteligencia artificial
Anúncio triplo de modelos de Inteligência Artificial para criação de modelos 3D Imagem gerada por IA/Google Nano Banana

Se você acompanha esta coluna, sabe que a Inteligência Artificial já aprendeu a escrever como nós e a gerar imagens impressionantes. Mas o que aconteceu nas últimas 24 horas foi um salto de patamar. NVIDIA, Tencent e Alibaba lançaram, quase simultaneamente, ferramentas que não criam apenas imagens planas, mas mundos tridimensionais inteiros e funcionais.

Para entender o tamanho disso, precisamos primeiro entender onde esses mundos “moram”.


O “canteiro de obras” digital: o que são Unreal e Unity?

Para entender a importância disso, imagine que você quer construir um prédio virtual. Hoje, quase todos os prédios, carros e cidades que você vê em jogos ou filmes são construídos em dois “canteiros de obras” gigantes chamados Unreal Engine e Unity.

Esses programas são como caixas de ferramentas profissionais. Eles cuidam da parte difícil: fazem a luz brilhar direito, simulam a gravidade e garantem que as coisas não atravessem as paredes. O problema? Até ontem, para colocar um prédio ou uma floresta dentro dessas ferramentas, artistas humanos levavam semanas desenhando peça por peça.


NVIDIA Lyra 2.0: Memória Fotográfica e Espacial

A NVIDIA lançou o Lyra 2.0. Sabe quando você está em um sonho, vira de costas e, ao olhar de novo, o cenário mudou? As IAs sofriam desse “esquecimento”. O Lyra 2.0 resolve isso: ele gera ambientes vastos que mantêm a coerência. Se você “construir” uma cidade com ele, cada prédio estará no mesmo lugar toda vez que você voltar.

Tencent HY-World 2.0: Do Prompt para a Obra

A Tencent foi além e liberou o HY-World 2.0 como código aberto. A mágica aqui é a conectividade: você dá um comando de texto ou mostra um vídeo e ele gera um arquivo que “se encaixa” perfeitamente na Unreal ou na Unity. É como ter um arquiteto instantâneo que já entrega a planta e os tijolos prontos para serem usados.


Alibaba HappyOyster: Interação em Tempo Real

Por fim, a Alibaba apresentou o HappyOyster. Enquanto a Nvidia foca na estrutura e a Tencent na fabricação, o HappyOyster foca na vida. Ele permite criar e interagir com esses mundos em tempo real. É a ferramenta que permitirá que, no futuro próximo, você converse com um cenário e ele se transforme ao seu redor.

Por que isso importa para você?

Pode parecer algo restrito a desenvolvedores de jogos, mas o impacto é no nosso cotidiano:


Novos Produtos: imagine comprar um móvel e, antes de pagar, a loja gera um “gêmeo digital” da sua sala em segundos, com luz e física reais, para você ver se cabe.

Educação: alunos poderão “entrar” em uma Roma Antiga gerada por IA a partir de textos históricos, explorando ruas e prédios com precisão geográfica.

Segurança: bombeiros e policiais poderão treinar em réplicas exatas de prédios onde precisam atuar, criadas apenas com base em fotos de satélite ou vídeos de celular.

O que as pessoas estão dizendo na internet?

Fim do trabalho chato: sabe aquele trabalho repetitivo e cansativo de desenhar cada tijolo ou cada árvore de um jogo? Os criadores de tecnologia estão comemorando porque a IA vai fazer essa parte “braçal”, deixando os humanos livres para focar apenas nas partes criativas e nas histórias.

Medo e esperança: enquanto alguns artistas digitais estão preocupados com como sua profissão vai mudar, a maioria está animada. O sentimento geral é que agora qualquer pessoa com uma boa ideia poderá criar seu próprio jogo ou mundo virtual, mesmo sem saber desenhar em 3D.

O futuro no seu bolso: as pessoas já estão imaginando usar isso para coisas simples, como filmar sua sala com o celular e, segundos depois, ter uma cópia perfeita dela no computador para testar novas cores de tinta ou móveis.

Não me lembro de três anúncios tão pesados de gigantes diferentes no mesmo dia. Isso sinaliza que a barreira entre o que é “uma imagem no computador” e “um lugar digital onde podemos estar” praticamente sumiu.

A pergunta agora não é mais se viveremos em mundos virtuais, mas quem vai projetar o seu.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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