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Inteligência Cotidiana

O robô que virou ‘braço direito’: o que os criadores do Brasil e do mundo esperam da IA em 2026

Descubra o papel fundamental que a IA desempenha na economia criativa

Inteligência Cotidiana|João GaldinoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Inteligência Artificial (IA) tornou-se essencial na economia criativa global, com 86% dos criadores utilizando tecnologia generativa.
  • No Brasil, 71% dos profissionais já adotam IA no dia a dia, superando a média global de 54% e contribuindo para um mercado que deve movimentar US$ 33,5 bilhões até 2034.
  • A previsão para 2026 é que cada smartphone brasileiro consuma quase 30 GB de dados por mês, com os criadores exigindo ferramentas de IA adaptadas ao mobile.
  • Preocupações éticas surgem em relação ao uso indevido de obras para treinar IAs, levando a discussões sobre a regulação e a relação da IA com a criatividade humana.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

86% dos criadores no exterior já utilizam IA para produção de conteúdo Imagem gerada por Inteligência Artificial - Nano Banana 2

Se você produz conteúdo hoje - seja para um grande portal ou para as suas próprias redes sociais - já deve ter sentido que o ritmo é frenético. Um novo estudo global da Adobe, o Creators’ Toolkit Report, confirma que a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um “teste” para se tornar o motor da economia criativa: 86% dos criadores no mundo já usam IA generativa.

Mas como o Brasil se encaixa nesse mapa? Ao cruzarmos esses dados com pesquisas locais, vemos que o brasileiro não é apenas um usuário, ele é um líder da adoção digital.


O Brasil no topo da adoção

Enquanto a Adobe aponta que 76% dos criadores globais viram seus negócios crescerem com a ajuda da IA, por aqui o entusiasmo é ainda mais palpável. Dados da PwC de 2026 mostram que 71% dos profissionais brasileiros já usam IA no dia a dia, superando em muito a média global de 54%. Além disso, o uso diário de ferramentas de IA no Brasil é quase o dobro do resto do mundo. Estamos usando a tecnologia para profissionalizar um mercado que deve movimentar US$ 33,5 bilhões no país até 2034.

O celular: nosso escritório de bolso

O estudo da Adobe destaca que 72% dos criadores globais já produzem tudo pelo celular. No Brasil, essa dependência é levada ao extremo: nosso consumo digital é 50% superior à média mundial. Em 2026, a previsão é que cada smartphone brasileiro consuma quase 30 GB de dados por mês. Isso significa que, para o criador brasileiro, uma IA que não funciona bem no mobile simplesmente não serve.


A próxima onda: da criação para a “ação”

A grande mudança de 2026 é a transição para a IA Agêntica — robôs que não apenas criam uma imagem, mas que tomam atitudes por você. Cerca de 85% dos criadores globais querem agentes que aprendam seu estilo próprio. No Brasil, isso já aparece em ferramentas que facilitam o lead scoring.

O que é “lead scoring”?


Imagine que 1.000 pessoas se interessaram pelo seu curso ou produto. Você não tem tempo de falar com todas. O lead scoring funciona como um termômetro digital: a IA analisa quem abriu seus e-mails e visitou seu site, atribuindo notas a cada um. No final, ela te diz: “João, estas 10 pessoas estão ‘fervendo’ de vontade de comprar, foque nelas agora!”.

O lado B: confiança e segurança

Nem tudo são flores. O relatório da Adobe alerta que 69% dos criadores estão preocupados com o uso de suas obras para treinar IAs sem permissão. No Brasil, esse debate é central nas discussões sobre ética e regulação, especialmente para evitar deepfakes e garantir que a tecnologia seja uma aliada da criatividade humana, e não uma ameaça à nossa privacidade.

A IA não substituirá o criador de conteúdo, mas separará quem produz de forma amadora de quem opera como uma empresa. O futuro pertence a quem usar o tempo economizado pelos robôs para cultivar o que a máquina ainda não tem: originalidade e conexão real com o público.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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