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Luiz Fara Monteiro

ABESATA e ANAC discutem desafios operacionais das empresas de ground handling nos aeroportos em reunião estratégica em São Paulo

Foco foi nas interfaces entre aeroportos, ANAC e empresas de serviços auxiliares, com ênfase na segurança operacional

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Reunião contou com a presença de líderes do setor Abesata

Representantes da ABESATA (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo) e da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) reuniram-se nesta terça-feira (31), na sede da ABESATA em São Paulo-SP, para debater os principais desafios enfrentados pelas ESATAs nos aeroportos brasileiros. O foco foi nas interfaces entre aeroportos, ANAC e empresas de serviços auxiliares, com ênfase na segurança operacional e na eficiência dos processos de credenciamento.

Giovano Palma, superintendente de infraestrutura aeroportuária da ANAC, destacou a relevância estratégica das empresas de serviços em solo para a aviação nacional. “As ESATAs são essenciais para o funcionamento da aviação brasileira, e os ‘invisíveis’ – nossos profissionais dedicados nos bastidores – garantem a previsibilidade e a segurança das operações diárias”, afirmou Palma, reforçando a necessidade de maior integração entre os agentes do setor.


Entre os pontos críticos discutidos, destacou-se a segurança operacional em obras aeroportuárias, como as em andamento em GRU Airport, marcado pela falta de aviso prévio para as empresas de ground handling no planejamento e por mudanças comunicadas em curto prazo, o que gera impactos na previsibilidade das operações e eleva riscos à segurança. No credenciamento aeroportuário, foram apontados atrasos recorrentes nos processos, especialmente em GRU, onde o problema é cíclico, afetando diretamente a operação, a disponibilidade de recursos humanos e equipamentos e elevando os custos finais do transporte aéreo.

Propostas concretas foram apresentadas para soluções imediatas, como a definição de SLAs mínimos para conclusão de processos, incluindo a emissão de ATIVs (Autorizações de Tráfego de Veículos) e seguros; a padronização nacional dos procedimentos de credenciamento, com uso de benchmarking entre aeroportos; e a uniformização de regras pela ANAC e BASET, aplicáveis a todos os provedores de serviços de aviação civil, incluindo as administrações aeroportuárias.


A reunião contou com a presença de líderes do setor: Giovano Palma, superintendente de infraestrutura aeroportuária (SIA) da ANAC; Eduardo Bernardi, gerente geral de certificação e segurança operacional da SIA/ANAC; José Mário Braz, diretor do Sineata; Octavio Fernandes, CEO da Swissport; José Augusto Nascimento, Gerente Comercial da Proair, Samuel Cruz, diretor da Swissport; Felipe Godoy, diretor da WFS; Edicardos Figueiredo e Gustavo Brasil, diretores da dnata; e Ricardo Miguel, presidente da ABESATA.

A ABESATA reforça seu compromisso em promover um sistema aeroportuário mais eficiente e seguro, essencial para o crescimento sustentável da aviação brasileira. “Essa articulação é o primeiro passo para superar obstáculos e elevar o padrão operacional do país”, comentou Ricardo Miguel.


Segundo o executivo, o regulamento da Anac estabelece como competência da superintendência (SAI) a fiscalização tanto das administrações aeroportuárias como das GHOs [organizações de Ground Handling]. “Isso faz da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da Anac o mais importante ponto de interlocução entre os dois subsistemas: aeroportos e serviços auxiliares.” Nova rodada de conversas entre a Abesata e a Anac já está agendada para 25 de junho.


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