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Luiz Fara Monteiro

Aérea diz que sobrevoo a 12 metros de estádio cumpriu requisitos de segurança na África do Sul

Dois jatos Embraer da Airlink deram um ‘rasante’ em jogo de rúgby na Cidade do Cabo

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Aeronaves sobrevoaram o estádio da Cidade do Cabo Reprodução redes sociais

Após questionamentos nas redes sociais, a Airlink, principal companhia aérea da África Austral, garantiu ao público que seu sobrevoo em formação a poucos metros do Estádio DHL da Cidade do Cabo, antes da partida de rúgbi entre a África do Sul (Springboks) e Nova Zelândia (All Blacks) no sábado (28), ocorreu na mais absoluta segurança.

No momento mais emocionante, a aeronave líder inclina-se para cima ao passar sobre a arquibancada, aproximando sua cauda da linha do teto enquanto é seguida de perto pelo segundo jato. As imagens também mostram os jatos passando por um espetáculo pirotécnico lançado do teto do estádio.


De acordo com a plataforma de monitoramento FlighRadar24, uma das aeronaves Embraer E195 e E190 passou entre 12,5 e 14 metros acima do teto do estádio.

As duas aeronaves envolvidas tinham matrículas ZS-YAE e ZS-YDE, ambos com pinturas especiais para a turnê “A Maior Rivalidade do Rugby”. O ZS-YAE ostentava uma pintura totalmente verde, em referência às cores da seleção sul-africana, enquanto o ZS-YDE era preto, em homenagem aos famosos “All Blacks” da Nova Zelândia.


Em um comunicado divulgado no domingo, a companhia aérea defendeu o sobrevoo depois que imagens da manobra viralizaram nas redes sociais, gerando preocupação pública.

“A Airlink tomou conhecimento das preocupações expressas em diversas redes sociais e fóruns online a respeito da manobra de sobrevoo realizada sábado sobre o Estádio DHL da Cidade do Cabo”, afirmou a companhia aérea.


“O voo exigiu planejamento e ensaio cuidadosos, pois necessitou de navegação em baixa altitude a cerca de 150 nós. A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul e os Serviços de Navegação de Tráfego Aéreo forneceram orientação, aprovação e suporte valiosos para garantir um sobrevoo seguro”, disse a Airlink.

A companhia aérea afirmou que as duas aeronaves eram pilotadas por tripulações altamente experientes, com cada aeronave tripulada por três comandantes seniores, que atuavam como comandante, copiloto e oficial de segurança ou técnico.


A Airlink acrescentou que os dados de voo registados por ambas as aeronaves confirmaram que o sobrevoo foi realizado dentro dos limites de altitude e velocidade de segurança aprovados e ensaiados com a Autoridade de Aviação Civil da África do Sul.

O mesmo estádio foi palco de um notável sobrevoo de um Boeing 777 da Qatar Airways no ano passado, quando um 777-300 passou por cima do local antes de uma partida da Qatar Airways Cup em 28 de junho de 2025.

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