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Luiz Fara Monteiro
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Preocupação de pilotos com intensidade do tráfego aéreo em Washington é antiga

Mesmo aviadores mais experientes dizem que precisam navegar entre centenas de outros aviões comerciais e aeronaves militares com áreas restritas ao redor de locais sensíveis

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Saguão do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington Luiz Fara Monteiro

O espaço aéreo ao redor de Washington, DC, está congestionado e complexo — uma combinação que especialistas em aviação há muito temem que possa levar a uma catástrofe, diz reportagem da Associated Press.

Esses medos se materializaram na quarta-feira à noite, quando um voo comercial operado em nome da american Airlines colidiu com um helicóptero militar, tirando a vida de 67 pessoas.

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O espaço aéreo ao redor do Aeroporto Nacional Reagan, em Washington, pode desafiar os pilotos mais experientes, que precisam navegar entre centenas de outros aviões comerciais, aeronaves militares e áreas restritas ao redor de locais sensíveis.

“Era um desastre esperando para acontecer”, disse à AP Ross Aimer, um capitão aposentado da United Airlines e diretor executivo da Aero Consulting Experts.

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“Aqueles de nós que estão por aqui há muito tempo têm gritado para um vácuo que algo assim aconteceria porque nossos sistemas são esticados ao extremo.”

Na verdade, a informação sobre a intensidade do tráfego na região não é novidade para quem conhece o mundo da aviação. A constatação da reportagem apenas ilustra as circunstâncias da tragédia ocorrida na noite de quarta-feira (29).

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Especialistas e alguns legisladores disseram à Associated Press que estão preocupados que o espaço aéreo esteja prestes a ficar mais congestionado após a decisão do Congresso no ano passado de aliviar as restrições que limitavam o aeroporto a voos diretos dentro de 1.250 milhas (2.012 quilômetros) de Washington, com poucas exceções.

Os legisladores permitiram que as companhias aéreas lançassem novas rotas para destinos como Seattle e São Francisco. O plano alimentou um intenso debate sobre congestionamento versus conveniência, com alguns legisladores anunciando novos voos para seus estados de origem, enquanto outros alertaram sobre uma potencial tragédia. O voo que caiu na quarta-feira não fazia parte da expansão. Ele foi adicionado pela American Airlines em janeiro do ano passado em meio a uma pressão dos legisladores do Kansas por mais serviços entre Reagan National e Wichita.

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