Alta nas recuperações judiciais expõe fragilidade no campo
Goiás é o segundo estado com mais casos registrados

O aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro acende um sinal de alerta, especialmente em Goiás, que já ocupa a segunda posição no país em número de casos.
“A recuperação judicial deve ser vista como uma ferramenta estratégica de gestão, que permite ao produtor reorganizar seu passivo e manter a atividade em funcionamento, mesmo diante de um cenário adverso”, afirmou o especialista em direito empresarial Raoni Sales.
Dados da Serasa Experian apontam que houve alta de 56%, totalizando 1.990 solicitações — um movimento que reflete a pressão provocada por fatores como instabilidade climática, elevação dos custos de produção e volatilidade dos preços.
Outro ponto que chama atenção é o perfil dos solicitantes: a maioria dos pedidos parte de produtores pessoa física, indicando que a crise atinge não apenas grandes empresas, mas também produtores individuais, mais expostos às oscilações do setor.
“Manter uma contabilidade atualizada e bem estruturada é fundamental, pois facilita o acesso ao instrumento jurídico e aumenta significativamente as chances de uma reestruturação eficiente”, ponderou Sales.
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