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Nutricionista defende a carne vermelha como aliada da saúde

Na FEICORTE, Letícia Moreira disse que o futuro da carne bovina também passa pela desmistificação do consumo entre os brasileiros

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Pecuária precisa combater os mitos que cercam o consumo da carne bovina Foto cedida: Beef Passion

Depois de acompanhar debates sobre genética, marmoreio e qualidade da carne na FEICORTE 2026, a palestra da nutricionista clínica Letícia Moreira veio para fechar o ciclo da cadeia produtiva de carne: o final, o consumidor.

Autora do livro O Poder da Carne, Leticia é pioneira na adoção da dieta carnívora no esporte de alta resistência. Ela é responsável pelo planejamento nutricional do ultra-atleta Alessandro Medeiros.


Ela defendeu que a pecuária brasileira precisa falar mais sobre saúde e aproximar o campo da mesa dos brasileiros.

Leticia Moreira, nutricionista clínica Foto cedida: Agência Result

Filha de pecuaristas do Sul de Minas Gerais, ela fez questão de lembrar suas origens antes de subir ao palco. “A parte que eu mais gosto da minha história é essa menina da roça. Vivi a pecuária, vivi o café e aprendi a comer comida de verdade,” disse.


Segundo Letícia, a cadeia produtiva evoluiu muito dentro da porteira, mas ainda enfrenta um grande desafio fora dela: combater os mitos que cercam o consumo da carne bovina.

“Falar sobre carne dentro de uma feira de pecuária é fácil. Difícil é levar essa informação para a população em geral,” ponderou.


Na avaliação da nutricionista, muitos consumidores ainda associam a carne vermelha a problemas de saúde sem conhecer as evidências científicas mais recentes.

Ela também chamou atenção para uma mudança de comportamento observada em consultórios. Com a popularização dos medicamentos para emagrecimento, cresce o consumo de suplementos proteicos, enquanto muitos pacientes deixam de consumir proteína animal.


“As pessoas estão trocando a proteína animal por shakes. Precisamos mostrar que as proteínas são diferentes e que a carne oferece nutrientes que nenhum suplemento entrega da mesma forma,” disse.

A mensagem final da nutricionista é que a cadeia da carne precisa não só produzir mais e melhor. É necessário ampliar a comunicação para aproximar o consumidor da realidade do campo e, assim, desmistificar o consumo da carne vermelha.

“Vocês estão no início da cadeia. Nós estamos no final. Somos o elo da saúde. Vocês fazem o trabalho da genética ao prato; nós fazemos do prato à saúde,” disse.

*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da FEICORTE

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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