Equilíbrio entre agricultura e polinizadores depende de boas práticas
Abelhas e outros polinizadores são essenciais para a produção de alimentos e para o equilíbrio dos ecossistemas
Polinizadores desempenham papel essencial na produção de alimentos e no equilíbrio dos ecossistemas. Entre eles, as abelhas se destacam por transportar pólen entre flores, contribuindo para a reprodução das plantas e para a formação de frutos e sementes em diversas culturas agrícolas.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 75% das culturas agrícolas do mundo dependem, em algum grau, da polinização animal.
E é por isso que a convivência entre agricultura e polinizadores depende da adoção de práticas sustentáveis no campo e do uso responsável das tecnologias disponíveis.
E para que isso aconteça a capacitação técnica dos profissionais que atuam na aplicação de insumos tornou-se um dos pilares da segurança agrícola.
No Brasil, o programa Aplicador Legal, do Ministério da Agricultura e Pecuária, tornou obrigatória a qualificação e o registro de aplicadores, com o objetivo de aumentar a eficiência das aplicações e reduzir riscos de intoxicação e impactos ambientais.
Parte desse conteúdo também está disponível na plataforma digital CropLife Conecta, iniciativa da CropLife Brasil que reúne materiais de treinamento sobre interpretação de rótulos e bulas, calibração de equipamentos, uso adequado de equipamentos de proteção e boas práticas no campo.
“A importância dessas capacitações está justamente em transformar diretrizes técnicas em prática operacional. Ao qualificar aplicadores, o setor fortalece três pilares simultaneamente: segurança do trabalhador, eficiência produtiva e proteção ambiental, incluindo organismos não alvo como insetos polinizadores, essenciais para a própria produtividade agrícola”, destaca o coordenador de Sustentabilidade da CropLife Brasil, Pedro Duarte.
Entre as recomendações técnicas estão a aplicação de produtos apenas quando necessário, com base no Manejo Integrado de Pragas (MIP), o respeito às orientações presentes em rótulos e bulas e a regulagem adequada dos equipamentos de pulverização. Também é indicado evitar aplicações durante o período de floração das culturas ou nos momentos de maior atividade dos polinizadores.
Além das boas práticas no campo, o avanço da ciência, o rigor regulatório e a capacitação técnica contribuem para ampliar a segurança das atividades agrícolas. No Brasil, o registro de insumos agrícolas passa por avaliações científicas conduzidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com foco na proteção da saúde, do meio ambiente e da produção de alimentos
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