Flamboyant Agropecuária leva potência do Nelore Mocho à vitrine nacional
Entre campeões consagrados e promessas, marca apresenta animais que sintetizam produtividade, padrão racial e desempenho

A Flamboyant Agropecuária chega à Expo Londrina 2026 como quem não precisa anunciar presença — ela se revela. Não traz apenas um lote competitivo. Traz um legado que não se constrói às pressas.
E talvez seja exatamente por isso que essa história me encontra.
Porque é assim que o agro fala comigo — de forma orgânica, quase sussurrada. De boca em boca. Nos encontros inesperados. Nos links compartilhados sem pretensão. Quando vejo, já estou dentro da história. E, quando percebo, ela também já é um pouco minha.
Ainda não estive na Expo Londrina. Mas, de alguma forma, eu já caminho por ela.
Neste final de semana, o Nelore Mocho entra em julgamento. Mas reduzir esse momento à palavra “disputa” seria simplificar demais.
O que entra em pista ali é tempo acumulado. Décadas de observação. Escolhas feitas com rigor quase intuitivo. Uma paciência que o mundo moderno desaprendeu, mas que o campo ainda respeita.
São 15 animais — e, ao mesmo tempo, muito mais do que isso.
Cada um carrega algo que não cabe em catálogo: memória. Sangue selecionado, sim, mas também intenção, direção e continuidade. Porque, no agro, mais do que produzir, trata-se de permanecer. E permanecer exige raiz.
Talvez por isso uma palavra insista em voltar enquanto escrevo: legado.
No pavilhão do Parque de Exposições Ney Braga, esse legado ganha forma visível. Nas fêmeas como Brasileira e Mirta, e nos machos como Maverick e Major, há uma harmonia difícil de explicar — mas fácil de reconhecer. É quando o olhar técnico encontra algo maior: coerência.
A Flamboyant retorna à Expo Londrina após oito anos, com quase 40 premiações recentes e presença consolidada no ranking da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil — números que impressionam, mas que, aqui, parecem quase coadjuvantes.
Porque há algo mais profundo sustentando tudo isso.
Fundado em 1939, o grupo construiu um plantel que hoje ultrapassa 20 mil animais, distribuídos entre Goiás, Mato Grosso e Pará. Mas o que realmente se expande não é só o rebanho — é a ideia de continuidade.
Sob a condução de uma nova geração, de três jovens lideranças femininas — Alessandra, Emmanuele e Isadora Louza —, o que se vê não é ruptura, mas tradução.
A tradição sendo reinterpretada com técnica, sensibilidade e visão de futuro.
Porque permanecer, na pecuária, nunca foi sobre resistir. Sempre foi sobre evoluir sem perder a essência.
E talvez seja esse o verdadeiro título em jogo.
O resto… bem, o resto eu te conto na próxima.
Porque eu quero — e vou — conhecer melhor as mulheres da Flamboyant Agropecuária.
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