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Pesquisa brasileira aposta em embalagens sustentáveis para reduzir perdas no campo

Projeto parte de uma premissa estratégica: ampliar a vida útil dos alimentos sem ampliar o impacto ambiental

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisa do Nutec desenvolve embalagens sustentáveis com revestimentos comestíveis e filmes biodegradáveis.
  • Objetivo é ampliar a vida útil dos alimentos e reduzir o impacto ambiental, especialmente no semiárido.
  • Iniciativa envolve estudantes e promove a integração de pesquisa, políticas públicas e formação humana.
  • Tecnologia busca reduzir desperdícios e a dependência de embalagens plásticas, indicando uma mudança estrutural no setor agroalimentar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisa nacional aposta em filmes biodegradáveis para enfrentar perdas e resíduos no agro Foto cedida: Nutec

Uma pesquisa conduzida pelo Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (Nutec) aposta no desenvolvimento de revestimentos comestíveis e filmes biodegradáveis como alternativa ao uso de plásticos convencionais e aditivos sintéticos.

“O estudo concentra esforços na criação de coberturas naturais e materiais sustentáveis voltados à preservação de alimentos. Em um cenário global que demanda urgentemente soluções para o desperdício de alimentos e a redução de resíduos plásticos, esse projeto desenvolvido pelo Nutec posiciona não apenas o estado do Ceará, mas o Brasil na vanguarda da pesquisa em embalagens ativas e inteligentes”, explicou a coordenadora bolsista do projeto, Crisiana Nobre.


Financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e com gestão da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), o projeto parte de uma premissa estratégica: ampliar a vida útil dos alimentos sem ampliar o impacto ambiental.

A tecnologia utiliza biopolímeros para criar películas de baixa espessura que funcionam como barreiras seletivas a gases e à umidade, controlando o metabolismo dos produtos após a colheita.


Tecnologia pós-colheita ganha protagonismo na agenda da bioeconomia brasileira Foto cedida: Nutec

“A tecnologia em estudo substitui ou reduz a necessidade de aditivos sintéticos e embalagens plásticas convencionais na conservação pós-colheita. O resultado é uma extensão do período de conservação, mantendo a qualidade, com um impacto ambiental significativamente menor”, complementou a também pesquisadora bolsista do projeto, Carlota Souza.

Na prática, trata-se de uma solução que dialoga diretamente com dois dos principais gargalos do setor: o desperdício de alimentos e a dependência de embalagens plásticas.


Ao incorporar compostos naturais com propriedades antioxidantes e antimicrobianas, os materiais também contribuem para preservar qualidade nutricional e sensorial, agregando valor à produção.

O impacto potencial é ainda mais relevante em regiões como o semiárido, onde desafios logísticos e climáticos ampliam as perdas ao longo da cadeia.


Ao reduzir desperdícios, a tecnologia fortalece a segurança econômica do produtor e a oferta de alimentos, conectando-se a agendas mais amplas, como bioeconomia, agroecologia e economia circular.

Além da dimensão tecnológica, o projeto revela um movimento importante: a integração entre pesquisa científica, políticas públicas e formação de capital humano.

Ao envolver estudantes da rede pública em atividades de divulgação científica, a iniciativa também investe na base que sustentará a inovação no agro nas próximas décadas.

Mais do que uma solução pontual, o avanço em embalagens biodegradáveis indica uma mudança estrutural. Em um setor cada vez mais orientado por sustentabilidade e eficiência, tecnologias desse tipo tendem a deixar de ser diferencial para se tornar requisito competitivo.

“A iniciativa representa um investimento estratégico no futuro dos alimentos, por meio de embalagens mais inteligentes e ecológicas; no futuro dos agricultores, com ferramentas para reduzir perdas; e no futuro da própria ciência, ao semear o interesse pela pesquisa nas salas de aula das escolas públicas”, disse Gabriel Aguiar Mendes, que faz parte da gerência de Negócios do Nutec.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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