Tecnologia brasileira melhora eficiência de fungicidas na soja
Solução favorece a redistribuição dos ativos e melhora o controle de doenças

Uma tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira Satis está ajudando produtores a melhorar a eficiência dos fungicidas na cultura da soja.
O objetivo é resolver um problema comum nas lavouras: o chamado “efeito guarda-chuva”, que dificulta a chegada dos defensivos às partes mais baixas da planta.
A solução, baseada em um complexo químico sistêmico de cobre, favorece a redistribuição dos ingredientes ativos, permitindo que os fungicidas alcancem melhor todo o dossel da soja. Com isso, o controle de doenças, como a ferrugem asiática, tende a ser mais eficiente.
Os resultados são fruto de dois anos de pesquisas conduzidas no campo experimental da empresa, em Araxá (MG), e indicam redução da severidade das doenças, além de menor desfolha das plantas. Na prática, o desempenho se traduziu em ganhos de produtividade entre 8 e 12 sacas por hectare, em comparação ao manejo convencional.
A tecnologia foi apresentada durante o Master Meeting Soja, que termina hoje em Mato Grosso — um dos principais estados produtores do país e mercado estratégico para a atuação da empresa. O encontro reúne produtores e especialistas em busca de soluções para aumentar a eficiência no campo.
“Estar presente neste evento permite à Satis aproximar a ciência aplicada da realidade do campo, levando dados de produtividade para o epicentro da produção nacional de soja”, afirmou Jair Unfried, diretor de Negócios da companhia.
As informações apresentadas têm como base uma tese de doutorado em Agronomia, defendida em 2024 na Universidade Federal de Uberlândia, com foco em tecnologia de aplicação de agroquímicos — estudo que contou com o suporte e a estrutura de pesquisa da Satis.
“Parte dos nossos estudos demonstrou que combinações de três fungicidas comerciais com o complexo químico sistêmico de cobre favoreceram a translocação de cinco ingredientes ativos para regiões da planta onde o efeito guarda-chuva normalmente interfere de forma negativa”, explicou Jefferson Vasconcelos, engenheiro agrônomo e autor da pesquisa.
Segundo o pesquisador, a inclusão da tecnologia desenvolvida pela empresa ao manejo convencional reduziu significativamente a ferrugem asiática tanto no dossel superior quanto inferior, além de contribuir para menor desfolha e maior rendimento.
Parte dos resultados será publicada até o fim de abril na revista científica Summa Phytopathologica.
A pesquisa agora avança para novas etapas.
“Em agosto, iniciaremos uma nova fase com foco na avaliação da translocação de inseticidas e fungicidas em plantas de milho, além de novos estudos em soja, dentro do nosso pós-doutorado em Química pela UFU”, afirmou Vasconcelos.
A expectativa da Satis é ampliar o uso da tecnologia para outras culturas, reforçando sua estratégia de investir em inovação aplicada para aumentar a eficiência e a sustentabilidade no agronegócio brasileiro.
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