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Tecnologia brasileira melhora eficiência de fungicidas na soja

Solução favorece a redistribuição dos ativos e melhora o controle de doenças

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Inovação no campo reduz doenças e aumenta rendimento da soja Foto cedida: Satis

Uma tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira Satis está ajudando produtores a melhorar a eficiência dos fungicidas na cultura da soja.

O objetivo é resolver um problema comum nas lavouras: o chamado “efeito guarda-chuva”, que dificulta a chegada dos defensivos às partes mais baixas da planta.

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A solução, baseada em um complexo químico sistêmico de cobre, favorece a redistribuição dos ingredientes ativos, permitindo que os fungicidas alcancem melhor todo o dossel da soja. Com isso, o controle de doenças, como a ferrugem asiática, tende a ser mais eficiente.

Os resultados são fruto de dois anos de pesquisas conduzidas no campo experimental da empresa, em Araxá (MG), e indicam redução da severidade das doenças, além de menor desfolha das plantas. Na prática, o desempenho se traduziu em ganhos de produtividade entre 8 e 12 sacas por hectare, em comparação ao manejo convencional.

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A tecnologia foi apresentada durante o Master Meeting Soja, que termina hoje em Mato Grosso — um dos principais estados produtores do país e mercado estratégico para a atuação da empresa. O encontro reúne produtores e especialistas em busca de soluções para aumentar a eficiência no campo.

“Estar presente neste evento permite à Satis aproximar a ciência aplicada da realidade do campo, levando dados de produtividade para o epicentro da produção nacional de soja”, afirmou Jair Unfried, diretor de Negócios da companhia.

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As informações apresentadas têm como base uma tese de doutorado em Agronomia, defendida em 2024 na Universidade Federal de Uberlândia, com foco em tecnologia de aplicação de agroquímicos — estudo que contou com o suporte e a estrutura de pesquisa da Satis.

“Parte dos nossos estudos demonstrou que combinações de três fungicidas comerciais com o complexo químico sistêmico de cobre favoreceram a translocação de cinco ingredientes ativos para regiões da planta onde o efeito guarda-chuva normalmente interfere de forma negativa”, explicou Jefferson Vasconcelos, engenheiro agrônomo e autor da pesquisa.

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Segundo o pesquisador, a inclusão da tecnologia desenvolvida pela empresa ao manejo convencional reduziu significativamente a ferrugem asiática tanto no dossel superior quanto inferior, além de contribuir para menor desfolha e maior rendimento.

Parte dos resultados será publicada até o fim de abril na revista científica Summa Phytopathologica.

A pesquisa agora avança para novas etapas.

“Em agosto, iniciaremos uma nova fase com foco na avaliação da translocação de inseticidas e fungicidas em plantas de milho, além de novos estudos em soja, dentro do nosso pós-doutorado em Química pela UFU”, afirmou Vasconcelos.

A expectativa da Satis é ampliar o uso da tecnologia para outras culturas, reforçando sua estratégia de investir em inovação aplicada para aumentar a eficiência e a sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

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