Pinhão ganha força como alternativa de renda para famílias no interior de SP
Projeto técnico e produção familiar reforçam importância econômica e ambiental da araucária
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Entre o fim do outono e o começo do inverno, os pinheiros-brasileiros entram em período de produção de sementes no Sul e Sudeste do país. É quando o pinhão volta a movimentar a rotina no campo e nas cidades serranas.
Em Cunha, no interior de São Paulo, onde a cultura é tradicional, a colheita chega a cerca de 800 toneladas por ano e se tornou importante fonte de renda para famílias rurais. Essa ligação com o produto também aparece na cidade, que mantém o 24º Festival do Pinhão até o dia 4 de maio.
No campo, o cultivo e o manejo da araucária vêm sendo alvo de iniciativas de extensão rural. O Projeto Pinhão SP, desenvolvido pela CATI, busca organizar essa cadeia produtiva, incentivando práticas de manejo e o uso de mudas enxertadas, que antecipam a produção e ajudam a dar mais estabilidade à atividade.
“Nosso objetivo é fornecer uma alternativa de trabalho e renda para os agricultores da região, por meio do pinhão, que é uma cultura adequada às áreas declivosas e frias, comuns na Serra da Bocaina, e com baixa aptidão agropecuária para quase todas as outras explorações. Além disso, o intuito é promover maior sustentabilidade na cadeia do pinhão, reduzindo a pressão de coleta nos remanescentes nativos”, explica o engenheiro agrônomo da CATI, Cesar Frizo.
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