Crianças desaparecidas no MA: secretário diz que fake news atrapalham investigação
Desaparecimento de Allan Michael e Ágatha Isabelly completa um mês; polícia não descarta qualquer hipótese ou linha de investigação
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O caso das crianças desaparecidas no Maranhão completa um mês nesta quarta-feira (4). O Secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Martins, afirma que as fake news sobre o caso atrapalham muito as investigações. “Causa uma dor grandiosa à família, que já passa por uma situação tão delicada”, aponta.
Allan Michael e Ágatha Isabelly sumiram em Bacabal no dia 4 de janeiro e, desde então, as buscas não pararam. Os dois irmãos, 6 e 4 anos, estavam junto com o primo Kauan, de 8 anos. O mais velho foi encontrado por carroceiros no povoado de Santa Rosa, ficou internado para tratamentos médicos, mas já recebeu alta.
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Em entrevista, o Secretário de Segurança Pública do Maranhão afirma que a Polícia Militar não mediu esforços para encontrar as crianças: “A cada dia que passa, nós aumentamos o nosso contingente, chegando a 260 policiais trabalhando nessas buscas”.
Ele ainda citou a ajuda de mais de 1.000 voluntários, além do reforço do Corpo de Bombeiros, do CTA, dos Corpos de Bombeiros do Pará e do Ceará, do Exército Brasileiro e da Marinha Brasileira.
Um inquérito policial foi aberto, mas ainda não se sabe onde as crianças estão. “A hipótese mais provável é a de que realmente tenham se perdido naquela mata”, avalia o secretário.
Segundo ele, essa região de mata fechada em Bacabal costuma ter animais silvestres, rios, lagos e trechos de difícil acesso. “Até porque isso foi confirmado pelo Kauan”, lembra Maurício Martins.
“Esse caso é um caso considerado criminoso, e as pessoas que publicam fake news podem ser responsabilizadas judicialmente”, garante o secretário.
No fim de janeiro, surgiu uma informação de que as crianças estariam, na verdade, em um hotel no centro de São Paulo. Após a investigação da polícia, infelizmente, descobriu-se que a pista era falsa.
“Tem tido um atraso, inclusive, nas investigações, quando a gente vai checar essas informações”, explica o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins.
Segundo o delegado, equipes já foram enviadas a São Paulo, Goiás, Pará e Piauí para checar informações. Apesar de um mês de buscas, a polícia garante que não descarta qualquer hipótese ou linha de investigação.
“A gente conseguiu localizar alguns vestígios na mata, que foram fezes, pegadas. Só que não dá para falar se seria das outras duas crianças, ou do Kauan”, diz Ederson.
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