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Análise: TSE de Nunes Marques aposta em linguagem simples para aproximar eleitor

Campanha busca humanizar o voto e reforçar a ideia de que a democracia se concretiza pela participação popular

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TSE, sob a gestão de Kassio Nunes Marques, foca em aproximar o eleitor das eleições de 2026, colocando-o no centro da narrativa democrática.
  • A campanha institucional utiliza a música "Coisa de Pele" de Jorge Aragão para enfatizar o protagonismo popular e humanizar o voto.
  • A comunicação do TSE busca reduzir a linguagem técnica, incorporando elementos da cultura popular e destacando o papel ativo do cidadão na política.
  • A estratégia também defende a urna eletrônica como um orgulho nacional, enquanto promove a confiança no sistema eleitoral brasileiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gestão de Nunes Marques busca humanizar pleito sem abrir mão da defesa do sistema eleitoral Gustavo Moreno/STF - 20.08.2026

A gestão do ministro Kassio Nunes Marques à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa a imprimir uma característica clara na comunicação para as eleições de 2026: a tentativa de colocar o eleitor, e não a própria Justiça Eleitoral, no centro da narrativa democrática.

A escolha de “Coisa de Pele”, clássico de Jorge Aragão, como trilha da campanha institucional do TSE foi reveladora.


O verso “é o povo quem produz o show e assina a direção” resume a mensagem que a Corte pretende transmitir: a eleição pertence à população. O próprio TSE afirma que a campanha busca valorizar o protagonismo do eleitor, humanizar o voto e reforçar a ideia de que a democracia se concretiza pela participação popular.

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O TSE deixa um pouco de lado, ao menos na publicidade, uma linguagem excessivamente técnica e burocrática, e aposta em elementos da cultura popular brasileira.


Trabalhadores, estudantes, idosos e moradores de periferias aparecem como personagens da narrativa. A mensagem é direta: política não é um espetáculo protagonizado exclusivamente por candidatos, partidos ou autoridades. O eleitor é quem define o resultado.

O poder é do povo

O raciocínio é simples: se todo poder emana do povo, como estabelece a Constituição, a Justiça Eleitoral deve apresentar a eleição como um exercício concreto desse poder. A música de Jorge Aragão oferece ao TSE uma maneira emocional de transmitir essa ideia.


É uma mudança relevante de tom. Em vez de começar pela instituição — “o TSE garante”, “a urna é segura”, “as regras são estas” —, a campanha foca no cidadão: “você participa, você escolhe, você conduz”.

O TSE também aproveita a música para defender a urna eletrônica como uma tecnologia nacional da qual o país deve se orgulhar.


Isso revela uma segunda camada da estratégia de Nunes Marques: humanizar o pleito sem abrir mão da defesa institucional do sistema eleitoral.

A Justiça Eleitoral não quer ser percebida apenas como o órgão que fiscaliza partidos, julga processos e administra urnas. Quer ser reconhecida como uma instituição que participa da construção de uma cultura democrática.

Mas existe um desafio. O verdadeiro teste da gestão não será apenas fazer o eleitor se identificar com “Coisa de Pele”. Será manter a mesma mensagem de protagonismo, equilíbrio e transparência quando surgirem as crises, as contestações e as decisões eleitorais mais controversas.

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