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Caso Andrei: pedido de vista sobre afastar chefe da PF é visto como manobra de contenção

Decisão que muda o comando da PF foi tomada pelo ministro André Mendonça após a divulgação de relatórios de inteligência

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Gilmar Mendes pediu vista no julgamento do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no STF.
  • A decisão de afastamento foi determinada pelo ministro André Mendonça devido a acusações de "monitoramento institucional" pela PF.
  • O pedido de vista busca levar o caso ao plenário completo do STF, onde há maior tendência de votos contrários à interferência no comando da PF.
  • A ação também permite que a AGU apresente argumentos sobre a violação de competência e busca mitigar os impactos da crise antes da decisão final.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedido de Gilmar Mendes pode indicar uma tentativa de levar o caso ao plenário físico Luiz Silveira/STF - Arquivo

O pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que interrompeu o julgamento virtual na Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é visto nos bastidores como uma medida de prevenção.

A decisão de afastar a cúpula da PF foi tomada pelo ministro André Mendonça após a divulgação de relatórios de inteligência da corporação acusados de “monitoramento institucional” e “arapongagem” contra autoridades.


O movimento de Gilmar Mendes atende a objetivos estratégicos do ponto de vista regimental, político e institucional. A ideia do decano da Corte pode ser ganhar tempo para levar o caso ao plenário físico, por exemplo.

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Ao paralisar a votação na turma, o objetivo do ministro é articular para que o caso deixe o colegiado reduzido e seja levado ao plenário físico do STF. No plenário completo, a tendência de votos contrários à interferência direta no comando da Polícia Federal é consideravelmente maior.


A atual composição da Segunda Turma é desfavorável a Andrei Rodrigues, tanto que, mesmo após o pedido de vista, Luiz Fux e Nunes Marques adiantaram seus votos e formaram maioria favorável à decisão de Mendonça.

A tendência também é frear a jurisprudência sobre intervenção no Poder Executivo. A decisão monocrática de Mendonça ao remover o chefe da PF — cargo de livre nomeação e exoneração do Executivo — abre um precedente tido pela ala garantista da Corte como intervenção excessiva na autonomia policial e no governo federal.


O pedido de vista dá espaço para a AGU (Advocacia-Geral da União) recorrer e apresentar teses de violação de competência privativa.

Outro ponto é que o uso do pedido de vista funciona como um “freio de arrumação”, permitindo que seja estabelecida uma mesa de negociação institucional para mitigar os impactos da crise antes da decisão final.

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