Caso Master: Toffoli não vai participar de nenhuma decisão que envolva Daniel Vorcaro
Ministro abre mão de participar de processos ligados ao banco e ao empresário Daniel Vorcaro após avanço das investigações da PF
Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu não participar de nenhuma análise relacionada ao Banco Master ou ao empresário Daniel Vorcaro. Fontes próximas ao magistrado informaram haver decisão de declarar suspeição em qualquer processo sobre o tema apresentado à Corte.
A posição surgiu após manifestação formal em dois casos recentes ligados ao banco. Em despacho enviado ao Supremo, o ministro registrou impedimento para atuar em ação conectada às investigações.
“Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa.”
Julgamento sobre prisão de Vorcaro
Toffoli também abriu mão de participar do julgamento previsto para começar sexta-feira (13) na Segunda Turma do Supremo. O colegiado vai analisar decisão do ministro André Mendonça relacionada à prisão preventiva de Daniel Vorcaro.
Além de Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
Antes disso, o magistrado também abriu mão de analisar mandado de segurança apresentado no Supremo com objetivo de obrigar a Câmara dos Deputados a instalar comissão parlamentar de inquérito sobre o banco.
Em ambos os casos, Toffoli citou “motivo de foro íntimo” como justificativa para afastamento.
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Conversas no STF
O caso provocou reuniões internas no Supremo. O presidente da Corte, Edson Fachin, iniciou série de conversas com integrantes do tribunal para tratar dos desdobramentos da investigação.
Fachin se reuniu com o relator dos processos relacionados ao banco, ministro André Mendonça. O presidente do STF também conversou com Alexandre de Moraes e com o próprio Toffoli.
Segundo apuração do portal R7, encontros ocorreram com frequência maior nas últimas semanas, inclusive durante fins de semana. A iniciativa busca reduzir impacto institucional provocado pela repercussão do caso.
Investigação da Polícia Federal
A apuração conduzida pela Polícia Federal ganhou novo capítulo após perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro. Documentos obtidos a partir desse material chegaram à imprensa.
O conteúdo inclui menções a integrantes do Supremo. Relatos apontam supostas interações entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de referências a pessoas ligadas ao ministro. As mensagens teriam ocorrido horas antes da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025.
No caso de Toffoli, investigadores encontraram referência a negociação envolvendo empresa ligada à família do magistrado. A operação tratou da venda de participação no Resort Tayayá, empreendimento localizado no Paraná, para fundos relacionados ao Banco Master.
Esclarecimentos do gabinete
O gabinete de Toffoli divulgou documento com histórico da atuação do ministro em processos ligados ao banco. O material busca demonstrar ausência de omissão durante condução dos casos.
Segundo o próprio ministro, a empresa citada na investigação pertence a familiares responsáveis pela administração do negócio.
Toffoli também afirmou não participar da gestão do resort nem das decisões comerciais da empresa.
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